Questão FC304259
Observe a frase a seguir. “Há sempre tempo para se dizer alguma coisa, mas não para se ficar em silêncio”. Assinale a modificação estrutural dessa frase que não está adequada.
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
FGV · 2024
Observe a frase a seguir.
“Há sempre tempo para se dizer alguma coisa, mas não para se ficar em silêncio”.
Assinale a modificação estrutural dessa frase que não está adequada.
- Mudar formas reduzidas para formas desenvolvidas: “Há sempre tempo para que se diga alguma coisa, mas não para que se fique em silêncio”.
- Mudança de voz passiva para voz ativa: “Há sempre tempo para que digamos alguma coisa, mas não para que fiquemos em silêncio”.
- Inversão na posição de termos: “Nem sempre há tempo para se ficar em silêncio, mas há sempre tempo para se dizer alguma coisa”.
- Troca de forma impessoal por forma personalizada: “Há sempre tempo para que digamos alguma coisa, mas não para que fiquemos em silêncio”.
- Mudança de tempo da frase para o passado: “Houve sempre tempo para que disséssemos algo, mas não para que ficássemos em silêncio”.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A reescrita propõe transformar a locução impessoal para se dizer em uma oração ativa com sujeito explícito: “para que digamos...”.
O problema é que a oração original é impessoal (construção com para + infinitivo), sem agente determinado. Ao personalizar para “digamos” introduz‑se o sujeito “nós”, que não existe no enunciado. A conversão correta, se se quisesse desenvolver a oração mantendo a impessoalidade, seria “para que se diga” ou, mantendo indeterminação, “para que digam”.
Além disso, a segunda parte (“para se ficar em silêncio”) não é voz passiva, pois ficar atua como verbo de ligação/estado; não admite passivação. Assim, a mudança para “fiquemos” personaliza indevidamente e altera a estrutura sintática e o sentido original.
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