Questão FC304513
A questão baseia no texto apresentado abaixo. Prioridade à cultura Chico D’Ângelo, O Globo, 22/11/2017 (adaptado) A resistência ao desmonte da cultura em cenário de crises graves n
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
FGV · 2018
A questão baseia no texto apresentado abaixo.
Prioridade à cultura
Chico D’Ângelo, O Globo, 22/11/2017 (adaptado)
A resistência ao desmonte da cultura em cenário de crises graves não se dá por acaso. Mesmo num contexto em que o governo trabalhe pela extinção de uma série de políticas e pilares que sustentam a cultura brasileira, os atos em defesa desta são vistos com desdém. É muito comum que, em situações diversas, generalize-se a opinião de que políticas públicas para a cultura não devem ser prioritárias. Combater essa generalização equivocada é urgente.
O Brasil precisa ampliar as discussões sobre a cultura, em vez de abandoná-las. A desidratação frequente que a gestão pública do setor vem sofrendo inibe a consolidação de mecanismos de mapeamento contínuo da economia da cultura, capazes de garantir o acesso da população aos bens culturais.
Um dos processos de reescritura de frases é a substituição de termos por um só vocábulo de valor semântico equivalente; a substituição que é INADEQUADA, entre os casos abaixo, é:
- “A resistência ao desmonte da cultura em cenário de crises graves” / A resistência ao desmonte da cultura em cenário crítico grave;
- “A resistência ao desmonte da cultura em cenário de crises graves” / A resistência ao desmonte cultural em cenário de crises graves;
- “...não se dá por acaso” / não se dá ocasionalmente;
- “...os atos em defesa desta são vistos com desdém” / os atos em defesa desta são vistos desdenhosamente;
- “...capazes de garantir o acesso da população aos bens culturais” / capazes de garantir o acesso populacional aos bens culturais.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A substituição é inadequada: “da cultura” não pode ser trocada por “cultural” sem alterar sentido e função sintática.
Em “o desmonte da cultura”, a expressão funciona como complemento nominal — a **cultura** é o termo paciente, aquilo que sofre a ação do desmonte.
Já o adjetivo cultural seria um adjunto adnominal que qualifica “desmonte” (um desmonte de natureza cultural), deslocando a relação: passa a caracterizar o tipo de desmonte, não a indicar o que é desmontado.
Portanto, a troca é inadequada porque mantém o campo semântico semelhante, porém muda a função sintática e a relação de agente/paciente entre os termos, alterando o sentido da oração.
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