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Questão FC304631

O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão cultural que se deu no consumo do tabaco?

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

FGV · 2014

BEM TRATADA, FAZ BEM


Sérgio Magalhães, O Globo


O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão cultural que se deu no consumo do tabaco?


Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou o privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao transporte coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles – um caso típico de cidade rodoviária e dispersa.


Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.)


O transporte também esteve no centro dos protestos de junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a moradia, o emprego, o lazer.


Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.

 

“Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.”


Substituindo o termo sublinhado por uma oração desenvolvida, a forma correta e adequada seria:

  1. para que se debatesse o tema;
  2. para se debater o tema;
  3. para que se debata o tema;
  4. para debater-se o tema;
  5. para que o tema fosse debatido.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A forma para que se debata o tema é uma oração subordinada que expressa finalidade: a preposição “para” + a conjunção “que” introduzem a finalidade de não faltarem razões.

Para transformar o sintagma nominal “para o debate do tema” em oração, substitui‑se o substantivo pelo verbo correspondente (debater) e acrescenta‑se a conjunção “que”.

Emprega‑se o presente do subjuntivo (“debata”) porque trata‑se de uma ação vista em perspectiva de finalidade, não de fato consumado; o subjuntivo é o modo exigido em orações finais.

O pronome se funciona como índice de indeterminação/apassivador, tornando a ação generalizada: “para que se debata o tema” mantém o sentido e a correção sintática do período.

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