Questão FC304655
Texto Todos desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e despre
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
FGV · 2014
Texto
Todos desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos deixamos extraviar. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas são um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante, a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbirão e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. Sei que os homens morrem, mas a liberdade não perecerá jamais.
(Charles Chaplin)
“Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis!”
Se colocada no singular, a forma correta dessa frase será
- “Ao que pode me ouvir eu digo: não desesperes!”
- “Aos que me pode ouvir, eu digo: não desespere!”
- “Ao que pode ouvir-me eu digo: não desespere!”
- “Aos que me podem ouvir eu digo: não desesperes!”
- “Ao que me pode ouvir eu digo: não desespere!”
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Gabarito
A
Comentário do professor
Ao transformar a frase para o singular, devemos ajustar o núcleo do complemento e os verbos ao mesmo número. Assim, "aos que podem" (plural) passa a "ao que pode" (singular): mudança do artigo e da forma verbal (podem → pode).
Quanto à proibição "não desespereis", trata‑se de imperativo negativo no plural (vós). O imperativo negativo em português é formado com o presente do subjuntivo.
Para o singular de tratamento informal (tu), usa‑se o presente do subjuntivo: desesperes. Portanto, a frase correta no singular fica: “Ao que pode me ouvir eu digo: não desesperes!”.
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