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Questão FC304680

Rico ou pobre?

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

FGV · 2014

Texto

Rico ou pobre?

 

Diz-se do Brasil que é país rico quando cobra impostos, mas pobre na qualidade dos serviços oferecidos pelos governos à população. De cada R$ 100,00 da renda nacional, o Estado brasileiro arrecada R$ 37,00. Somos tão “ricos” quanto o Reino Unido nesse quesito.

 

O Brasil é apenas remediado, no entanto, na forma de cobrar os impostos. Ao taxar renda, lucros e ganhos de capital, obtém R$ 7,00 de cada centena de reais da renda nacional. Os britânicos arrecadam R$ 13,00.

 

Um meio de fazer justiça social é favorecer esse tipo de imposto, porque abate diretamente os ganhos de pessoas e empresas. Tanto melhor se o fisco taxar proporcionalmente mais a quem ganha mais.

 

Deveríamos ampliar a fatia dos impostos diretos sobre a renda no bolo da arrecadação, além de tornar a sua aplicação mais proporcional aos ganhos. A esquerda acerta no mérito desse debate, embora escorregue com frequência na aritmética e exagere no alcance da medida.

 

Taxar tanto e taxar bem são objetivos incompatíveis num país tão desigual como o Brasil. A elite é pequena para entregar aos governos R$ 2 trilhões anuais – os PIB's somados de Argentina e Colômbia-, necessários para as despesas públicas.

 

Recursos nesse volume apenas se conseguem pela taxação, em larga escala e indireta, da maioria mal remediada da população. O vetor redistributivo no Brasil, portanto, repousa bem mais na calibragem do gasto público que na da tributação.

 

O país tem canalizado parte vultosa desses gastos distributivos para idosos e pensionistas. O Estado despende R$ 12,00, de cada R$ 100,00 da renda nacional, com beneficiários da Previdência e dos sistemas de pensão de servidores públicos.

 

Chegou a hora de repactuar essa divisão em benefício dos mais jovens, por meio do aumento privilegiado da despesa pública na educação. Para tanto, a fatia do gasto previdenciário precisa recuar.

 

(Vinicius Mota, Folha de São Paulo)

 

“Um meio de fazer justiça social é favorecer esse tipo de imposto”. Assinale a opção que indica a forma correta de reescrever-se a segunda oração desse período, transformando-a em frase nominal.

  1. Que se favoreça esse tipo de imposto.
  2. O favorecimento desse tipo de imposto.
  3. O favor desse tipo de imposto.
  4. Que se favorecesse esse tipo de imposto.
  5. Que favoreçam esse tipo de imposto.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A transformação exige a nominalização do verbo favorecer. A forma nominal correspondente é favorecimento, que, acompanhada do artigo definido, forma a frase nominal: O favorecimento.

O complemento verbal "esse tipo de imposto" passa a ser complemento nominal regido pela preposição "de", exigida pelo substantivo favorecimento; assim, ocorre a contração de + esse = desse, resultando em "desse tipo de imposto".

Portanto, a expressão correta e equivalente em sentido é: O favorecimento desse tipo de imposto, preservando a relação semântica entre o ato (favorecer) e seu objeto (esse tipo de imposto).

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