Questão FC304687
Nosso ensino inferior Não é para entrar em depressão, mas também não é para comemorar. Nos dois testes internacionais a que foi submetido esta semana – o do ensino médio e o do sup
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
FGV · 2014
Nosso ensino inferior
Não é para entrar em depressão, mas também não é para comemorar. Nos dois testes internacionais a que foi submetido esta semana – o do ensino médio e o do superior – o nosso sistema educacional não foi totalmente reprovado e até melhorou, mas também não “passou” com louvor. Sob certos aspectos, o desempenho foi medíocre. No primeiro exame, o Pisa, que avalia alunos de 15 anos de 65 países, o Brasil foi o que mais avançou em matemática entre 2003 e 2012, mas mesmo assim continua lá atrás, ficou em 58º lugar e, em leitura, foi pior, caiu dois pontos para a 55ª colocação. Em Ciências, permaneceu onde estava, na 59ª posição. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, considerou o resultado “uma grande vitória”, mas o responsável pelo Pisa, Andreas Schleicher, acha que temos que “acelerar muito o ritmo de melhoria”, investindo mais em professores e dando aos alunos pobres melhores escolas, para não continuar fazendo feio.
Se as conclusões do Pisa comportam interpretações que podem ser mais ou menos pessimistas, os dados referentes à educação superior não deixam dúvidas: foram péssimos. [....] A nossa má performance não pode ser atribuída à falta de representação. O ensino superior brasileiro é composto por 2.377 instituições, das quais 85% são faculdades, 8% são universidades, 5,3% são centros tecnológicos e 1,6 são institutos tecnológicos. O nosso problema, portanto, não é de quantidade, mas de qualidade.
(Zuenir Ventura, O Globo, 07/12/2013)
“O nosso problema, portanto, não é de quantidade, mas de qualidade”.
Assinale a alternativa que indica a forma de reescrever‐se essa frase do texto que altera o seu significado original.
- O nosso problema, assim, não é de quantidade, mas de qualidade.
- Logo, o nosso problema não é de quantidade, mas de qualidade.
- Assim, o nosso problema é de qualidade, e não de quantidade.
- O nosso problema não é, pois, de quantidade, mas de qualidade.
- Pois o nosso problema não é de quantidade, mas de qualidade.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Na frase original, "O nosso problema, portanto, não é de quantidade, mas de qualidade.", a conjunção portanto tem valor conclusivo: introduz uma conclusão decorrente das informações anteriores.
Ao reescrever como "Pois o nosso problema não é de quantidade, mas de qualidade.", a conjunção pois aparece em posição inicial, antes do verbo, e passa a desempenhar função explicativa/justificativa, alterando a relação lógica do enunciado — deixa de ser uma conclusão e vira uma razão ou explicação.
Regra prática: pois após o verbo (= valor conclusivo, semelhante a "portanto"); pois antes do verbo (= valor explicativo). Por isso, a alternativa correta modifica o sentido original.
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