Questão FC304698
Texto A Lei seca A nova Lei Seca ajudou a reduzir o número de mortes nas estradas federais no feriado de Páscoa, mas a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ainda está em alerta para a
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
FGV · 2013
Texto
A Lei seca
A nova Lei Seca ajudou a reduzir o número de mortes nas estradas federais no feriado de Páscoa, mas a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ainda está em alerta para a principal causa de óbitos nas rodovias brasileiras: a colisão frontal. Com o objetivo de reduzir esse tipo de acidente, o governo planeja aprovar um pacote de medidas ainda este mês no Congresso, endurecendo multas e reforçando a fiscalização, a exemplo do que ocorreu em dezembro para coibir a mistura entre álcool e direção.
Segundo a PRF, a Lei Seca por si só não é capaz de reduzir a colisão frontal, porque esse tipo de acidente é resultado de outros fatores, como a disposição das estradas brasileiras e a imprudência dos motoristas, mesmo sem consumo de álcool. Além disso, a fiscalização é dificultada, já que a colisão pode ocorrer em qualquer ponto ao longo das rodovias, principalmente na zona rural, onde a maioria conta com apenas uma pista para ida e outra para volta.
"É um acidente muito fatal. Se vem um carro a 100 km/h e outro, no sentido oposto, também a 100 km/h, é a mesma coisa que pegar um carro e bater num muro de concreto a 200 km/h", afirma o inspetor da PRF Stênio Pires. "Por isso que nós queremos endurecer a legislação. É praticamente um homicídio, correndo o risco de matar uma pessoa de uma forma muito cruel", completa.
Em 2011, foram 2.652 mortes nesse tipo de acidente, quase 2.200 em zona rural. Segundo a PRF, apesar de representar 3,5% dos acidentes, essa modalidade provoca 40% dos óbitos. Os números de 2012 ainda estão sendo auditados e não foram divulgados, mas a instituição utiliza dados dos últimos feriados para avaliar que a Lei Seca não conseguiu inibir essas mortes nas estradas federais.
(Rosane d’Agostino)
Ao dizer que a colisão frontal é “um acidente muito fatal”, o inspetor da PRF quer dizer que esse tipo de acidente:
- produz percentualmente mais óbitos.
- ocorre sempre em determinados locais das rodovias.
- se repete constantemente no cotidiano das estradas brasileiras.
- só algumas vezes provoca mortes.
- é motivado predominantemente pela mistura de álcool e direção.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Fatal, no contexto do trecho, qualifica a gravidade do acidente: indica alta probabilidade de resultar em morte, ou seja, elevada letalidade.
O próprio texto confirma essa ideia ao comparar proporções: embora as colisões frontais correspondam a apenas 3,5% dos acidentes, elas são responsáveis por 40% dos óbitos. Esse descompasso mostra que, quando ocorrem, esses acidentes produzem percentualmente mais óbitos que outros tipos.
A metáfora do inspetor — dois carros a 100 km/h equivalendo a um impacto contra muro a 200 km/h — explica por que a probabilidade de morte é tão alta: maior energia de impacto e danos severos aumentam a letalidade.
Portanto, interpretar "acidente muito fatal" como produzir proporcionalmente mais mortes é coerente com o sentido e os dados apresentados no texto.
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