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Questão FC304719

Texto Não foi só pelos beagles... A experimentação animal é uma fraude científica inicialmente questionada em 1968 por Hans Ruesch, através de dois livros – “Matança de inocentes”

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

FGV · 2013

Texto


Não foi só pelos beagles...


A experimentação animal é uma fraude científica inicialmente questionada em 1968 por Hans Ruesch, através de dois livros – “Matança de inocentes” e “A grande fraude” ‐, nos quais prova que animais não são anatômica e fisiologicamente semelhantes aos seres humanos e que tal metodologia só acontece para lucro da indústria médico‐farmacêutica. Ruesch criou o grupo 1000 Médicos Contra a Vivissecção, que aponta aspectos do porquê de cientistas perpetuarem tal erro.


A “ciência médica” atual se conceituou como “a verdadeira” no fim do século XIX, apoiada por interesses econômicos, pois até então a “ciência natural” era a mais usada no mundo. Foram os magnatas americanos Carnegie e Rockefeller, interessados em investir na fabricação de remédios utilizando os subprodutos das suas empresas de siderurgia e petróleo, que financiaram um estudo sobre “A Educação Médica nos EUA e Canadá”, encomendado ao educador Abraham Flexner.


Antevendo as possibilidades apontadas pelo Relatório Flexner (1910), o governo americano passou a dar total ênfase à microbiologia e à farmacologia, começando, então, o uso de drogas pesadas e os testes sistemáticos com animais como método “científico”. No Brasil tal reforma é implantada em 1968 sob os auspícios da Fundação Rockefeller.


Sendo o homem um animal de rebanho, deixa de pensar ou contestar se está seguindo um líder. As grandes reformas socioculturais foram feitas por minorias desertoras de rebanhos. Hoje ativistas ocupam essa função questionadora por saber que a experimentação animal é feita somente como garantia jurídica contra qualquer desastre farmacológico. Por isso, bulas quilométricas acompanham os medicamentos.


A “ciência atual’ investe na magia e não na lógica. O estudante é induzido a não pensar, a assimilar pensamentos alheios e se curvar às autoridades. Os médicos licenciados são sacerdotes dessa religião que não perdoa os opositores das “verdades” médico‐científicas. Bruxas continuam sendo queimadas.


(Sheila Moura e Heloísa Arruda)

 

“...que aponta aspectos do porquê de cientistas perpetuarem tal erro”. Se substituíssemos o demonstrativo tal por outras formas de demonstrativos, as que devem ser consideradas corretas são:

  1. este/esse
  2. este/aquele
  3. esse/aquele
  4. somente este
  5. somente aquele
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Gabarito

A

Comentário do professor

"tal" funciona aqui como pronome demonstrativo adjetivo, pois acompanha e retoma o substantivo erro já mencionado no contexto.

Por essa razão, as formas corretas para substituição são este e esse, que também estabelecem referência textual ao elemento previamente citado.

Há uma nuance de uso: este costuma indicar algo mais próximo ao enunciador ou à ideia imediata que se quer destacar; esse refere-se ao que foi mencionado anteriormente no discurso ou está mais próximo do interlocutor. Ambas, porém, são adequadas ao trecho em análise.

Ex.: Ruesch criou o grupo..., que aponta aspectos do porquê de cientistas perpetuarem este erro / esse erro.

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