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Questão FC304721

O real poder da ciência Desde que se conhece por gente, a espécie humana busca explicações para o mundo ao seu redor. Durante boa parte dessa história, elas foram simplistas – bast

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

FGV · 2013

O real poder da ciência


Desde que se conhece por gente, a espécie humana busca explicações para o mundo ao seu redor. Durante boa parte dessa história, elas foram simplistas – bastava atribuir ao incompreendido a mão invisível de um criador supremo, e tudo estava resolvido.


O advento da ciência mudou esse cenário. Os fenômenos naturais passaram a ser tratados como tais, e os mistérios do cosmo começaram a ser revelados por meio da razão e da linguagem universal da matemática.


Como seria de se esperar, as respostas que a ciência traz sobre a vida, o Universo e tudo mais são bem mais intrincadas que as dadas outrora pelos caminhos da fé. Para serem compreendidas, elas dependem da alfabetização científica, e por essa razão até hoje há muitos que preferem repudiá‐las, em favor de uma visão puramente mística do mundo.


Convenhamos: não é mais possível hoje a qualquer pessoa educada repudiar a evolução das espécies pela seleção natural ou as transformações do Universo desde um estado muito quente, denso e compactado, quase 14 bilhões de anos atrás. Para alguns, até hoje, aceitar esses fatos equivale a uma agressão ao pensamento religioso. Nada poderia estar mais longe da verdade.


A ciência é, indisputavelmente, o melhor instrumento para a compreensão do Universo. É a única forma de conhecimento que fornece o poder da previsibilidade e da intervenção sobre as forças da natureza. Apesar disso, ela não é onipotente. Ao usar a ciência para estudar a natureza, o ser humano acaba chegando a mistérios de outra ordem, cuja explicação com toda probabilidade está fora do alcance do método científico.


Ou seja: ao explorar cientificamente o mundo, nós aprofundamos nossa relação com o desconhecido, em vez de destruí‐la.


(SUPERINTERESSANTE, edição 324‐A)

 

“nós aprofundamos nossa relação com o desconhecido, em vez de destruí‐la”. A maneira de reescrever essa frase do texto que é incorreta ou altera o seu sentido original é:

  1. em vez de destruir nossa relação com o desconhecido, nós a aprofundamos.
  2. em vez de destruir, nós aprofundamos nossa relação com o desconhecido.
  3. nós, em lugar de destruir, aprofundamos nossa relação com o desconhecido.
  4. nós aprofundamos, em lugar de destruir, nossa relação com o desconhecido.
  5. nossa relação com o desconhecido foi aprofundada, em vez de ter sido destruída.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa E está incorreta porque altera tempo verbal e aspecto ao passar a oração para a voz passiva.

No original temos voz ativa no presente: "nós aprofundamos nossa relação..." com o contraste introduzido por "em vez de destruí‑la" (infinitivo simples), indicando uma ação presente/habitual ou generalizadora.

Ao transformar em passiva, o auxiliar deve concordar com o tempo da ativa: o equivalente preservador seria "é aprofundada". A alternativa usa "foi aprofundada" (pretérito perfeito), deslocando a ação para o passado e transformando-a em fato concluído.

Além disso, "ter sido destruída" (infinitivo perfeito) sugere ação anterior ou concluída em relação a outro tempo, diferente do simples infinitivo original. Esse descompasso de tempo/aspecto modifica o sentido, por isso a reescrita é inadequada.

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