Questão FC310168
Quando se usa próclise com pronomes oblíquos átonos e como o pronome concorda com seus antecedentes?
Colocação Pronominal
VUNESP · 2022
Quando se usa próclise com pronomes oblíquos átonos e como o pronome concorda com seus antecedentes?
- guardou-lhes; conhecia-lhes; o perdeu
- lhes guardou; os conhecia; perdeu-o
- os guardou; os conhecia; o perdeu
- os guardou; conhecia-os; o perdeu
- guardou-os; lhes conhecia; perdeu-o
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Gabarito
Certo
Usa-se próclise quando palavras atrativas (negativas, advérbios como "sempre", pronomes relativos) precedem o verbo, e o pronome oblíquo concorda em número e gênero com seus antecedentes; verbos transitivos diretos exigem esse complemento.• Próclise: palavras atrativas (não, advérbios como sempre, pronome relativo que) colocam o pronome antes do verbo.
• Concordância: o pronome oblíquo concorda em número e gênero com os antecedentes a que se refere.
• Transitividade: verbos transitivos diretos exigem pronome oblíquo como substituto do objeto direto quando aplicável.
Veja como foi cobrado:
https://flashcardsconcursos.com.br/portal/flashcard/310168
Comentário do professor
Na frase "Os seis primeiros versos e a lição de moral, o cronista sempre ___ na lembrança." o verbo guardar é verbo transitivo direto (VTD), logo o complemento exige pronome de objeto direto. A presença do advérbio sempre exige próclise, por isso a forma correta é os guardou (ou completa: "sempre os guardou").
Em "O autor do poema e o livro onde o texto foi publicado, o cronista não ___.", o verbo conhecer também é VTD e o advérbio não atrai a próclise; assim usa-se os conhecia, com o pronome plural concordando com os dois termos antecedentes.
Por fim, "Sobre o medalhão... foi o novo dono que ___ ao jogar Veludo ao mar." requer pronome masculino singular referente ao medalhão. O pronome oblíquo reto aparece antes do verbo por causa do pronome relativo que (próclise): o perdeu.
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