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Questão FC310829

Como uma negação enfática coloquial pode ser parafraseada por um advérbio de certeza sem alterar o sentido proposicional?

Semântica

VUNESP · 2018

De acordo com o assunto Língua Portuguesa (Português): Sinônimos e Antônimos, responda:

Como uma negação enfática coloquial pode ser parafraseada por um advérbio de certeza sem alterar o sentido proposicional?
  1. Elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê de perturbador./ Elas trazem dentro delas algo de tranquilizador.
  2. Chega uma hora em que é preciso deixar de ficar ligada na grama do vizinho./Chega uma hora em que é preciso deixar de ficar indiferente à grama do vizinho.
  3. Estarão realizando um milhão de coisas interessantes?/ Estarão realizando um milhão de coisas monótonas?
  4. Os notáveis revelam pouco suas aflições./ Os notáveis revelam intensamente suas aflições.
  5. A grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma./ A grama do vizinho inegavelmente não é mais verde.
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Gabarito

Errado

Sim. São paráfrases: a intensificação coloquial e o advérbio de certeza preservam o mesmo conteúdo proposicional, variando apenas o registro e a expressividade.

• Negação enfática: "coisíssima nenhuma" intensifica a negação em registro coloquial, reforçando a negação sem alterar o conteúdo informativo.
• Advérbio de certeza: "inegavelmente" atribui certeza formal à negação, mantendo o mesmo conteúdo informativo negativo.





Veja como foi cobrado:
https://flashcardsconcursos.com.br/portal/flashcard/310829

Comentário do professor

A frase "A grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma" e a frase "A grama do vizinho inegavelmente não é mais verde" são sinônimas porque expressam a mesma ideia central: a negação enfática de que a situação alheia seja superior.

Em termos linguísticos, "coisíssima nenhuma" funciona como uma intensificação coloquial da negação enfática, enquanto "inegavelmente" é um advérbio que atribui certeza à afirmação negativa. Ambas as construções realizam uma paráfrase: mudam a forma e o registro (coloquial x mais formal), mas preservam o mesmo conteúdo informativo.

Portanto, apesar da diferença de estilo, não há alteração do sentido proposicional — daí a equivalência e a correção da alternativa (E).

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