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Questão FC313734

Caneta que vazava? Como assim?

Morfologia

IBADE · 2021

A CANETA TINTEIRO

 

Íamos pra escola carregando na mala o mata-borrão.

 

Mata o quê?

 

Mata-borrão. Era um pedaço de papel bem poroso que a gente usava pra limpar a tinta que vazava da caneta tinteiro.

Caneta que vazava? Como assim?

 

É, vazava, soltava tinta. A gente tinha que carregar também, além da caneta, um potinho de vidro cheio de tinta preta ou azul, para encher a carga da caneta. Era uma trabalheira danada!

 

E mesmo com todo cuidado a caneta vazava, estragava o estojo de couro, comprado a duras penas, sujava a blusa, deixava aquela mancha envergonhada no branco imaculado da blusa do uniforme.

 

Estojo de couro, uniforme! Puxa, vó, que irado! Mas por que você não comprava uma BIC? Ia simplificar sua vida.

 

Ia, se ela existisse, como tudo mais que existe hoje e a gente nem sequer imaginava!

 

Fonte: http://viveragora.com.br/cronicas-rapidas/

 

O autor da crônica usou, em sua maioria, verbos que pertencem ao pretérito imperfeito do indicativo, porque esse tempo verbal lhe permitiu apresentar fatos:

  1. passados que eram vistos como duvidosos e hipotéticos.
  2. passados que se repetiam e eram habituais para as personagens.
  3. que costumam acontecer em qualquer época e a qualquer tempo.
  4. relacionados a um futuro incerto e imprevisível para as personagens.
  5. que exprimem ordem, pedido, convite, conselho ou súplica.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A opção escolhida explica que o autor emprega o pretérito imperfeito do indicativo para narrar ações passadas que se repetiam ou faziam parte de hábitos das personagens.


Esse tempo verbal indica ações durativas ou inacabadas no passado, usadas para descrever rotinas, cenários e hábitos, em vez de eventos pontuais e concluídos.

No texto, verbos como Íamos, carregávamos, usávamos e vazava reforçam a ideia de repetição: tratam-se de práticas cotidianas (levar o mata-borrão, encher a caneta, conviver com vazamentos).

Assim, o pretérito imperfeito cria um quadro narrativo de costumes e memórias, conferindo tom descritivo e nostálgico ao relato das personagens.

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