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ÉTICA E CIDADANIA: elementos para uma reflexão A ética é a casa do homem, diziam os primeiros filósofos gregos no século VI a. C. Ética surge do grego ethos, que significa "modo de

Morfologia

IBADE · 2021

ÉTICA E CIDADANIA: elementos para uma reflexão

A ética é a casa do homem, diziam os primeiros filósofos gregos no século VI a. C.

Ética surge do grego ethos, que significa "modo de ser" ou "caráter". Para eles, o ethos agia e acolhia os indivíduos-cidadãos, aqueles responsáveis pelos destinos da polis (cidade). Nesta permanência, os homens sentiamse em segurança. Isto significa que, vivendo de acordo com as leis, os cidadãos poderiam tornar a sociedade melhor e também encontrar nela seu cuidado.

O ethos reflete a palavra mos (moris) da língua latina, da qual se origina o termo moral. Ética e moral são, do ponto de vista etimológico, sinônimos. Todavia, hoje podemos assegurar uma diferença entre um e outro, porque a ética se estrutura como uma parte da filosofia que trata da moral ou da moralidade do ser humano. Isto é, a moral se apresenta nos dias de hoje como um objeto da ética.

Desde os gregos, a educação se caracteriza como um elemento fundamental para a constituição da sociabilidade. Dessa forma, a educação iria se estabelecer como um importante instrumento para o desenvolvimento moral da pessoa. Isto porque, na sociedade da polis, as virtudes que elucidam a perfeição moral dos responsáveis sociais poderiam ser transmitidas por meio dos ensinamentos. A educação estaria, pois, no suporte da organização do indivíduo bom e do cidadão exemplar.

A formação do cidadão em suas particularidades projeta também a formação do animal político, como dizia Aristóteles. A ética não apenas representa o equipamento fundamental para a instauração de um viver em conjunto, como serve de base à construção do espaço da política. Disso se entende que, para os gregos, ética e política são instâncias indissociáveis, realidades que se adicionam. A necessidade de cada homem respeitar os hábitos e os preceitos da sociedade revela a importância que a ética tem em suas vidas.

Nesta ocasião, observamos que os melhores filósofos gregos elaboraram o conceito conforme o qual nenhuma comunidade humana pode sobreviver sem o mínimo de regras e padrões de conduta, isto é, sem um código de norma. Tal regulamento recebe os ensinamentos que orientam a nossa ação e dizem como devemos nos comportar no mundo e, principalmente, agir em face do outro.

A moral trata, deste modo, da atitude do homem, da relação entre sua vontade e o compromisso de seguir uma diretriz, do que é o bem e de onde vem o mal, do que é certo e errado, da liberdade e da obrigação de cuidar do próximo. As regras morais mostram que nossas ações resultam em repercussões na coletividade, portanto, cada homem deve zelar por suas atitudes.

Como o homem é, ao mesmo tempo, natureza e liberdade, a ética auxiliaria para regular as vontades humanas e controlá-las por meio do uso da razão (logos). Ela surge quando o homem supera a sua natureza instintiva e se torna membro de uma coletividade controlada por leis racionais. Apesar disso os processos históricos constatam que tais leis mudam, quer dizer, a realidade moral.

Numa sociedade justa torna-se possível criar um clima de solidariedade e entendimento recíproco entre os indivíduos. Na medida em que a justiça deixa de ser praticada, os indivíduos ficam expostos à violência, à hostilidade e à guerra. A lei é, antes de qualquer coisa, um valor moral, isto é, um valor que diz respeito aos princípios morais. Estes nos ensinam que a justiça é a principal utilidade da vida em sociedade. A equidade não é algo que exclusivamente se pratica nos tribunais, nos juizados, nos fóruns judiciários, mas deve existir no dia a dia de todos nós. Praticar a lei significa favorecer a paz e respeitar as normas morais.

Assim sendo, não se pode supor que um dia alcançaremos o domínio da paz se não lutarmos para minimizar as injustiças sociais efetivas na nossa sociedade. A paz é, pois, peça da justiça. A lei é uma qualidade que deve ser praticada por todo sujeito moral. A ética e a cidadania são o caminho para a vida, indicado pela paz, pelo respeito mútuo, pela independência, pela justiça, pela tolerância, pela valorização do homem.

(meuartigo.brasilescola.uol.com.br/atualidades)

 

Observe os itens abaixo.

I – Todo cidadão aspira a uma vida de paz.

II – O mundo inteiro anda à procura de paz.

III – A sociedade brasileira necessita de paz.

 

A sequência que relaciona, respectivamente, as funções sintáticas dos termos destacados, é:

  1. Adjunto adverbial, adjunto adnominal, complemento nominal.
  2. Complemento nominal, adjunto adnominal, objeto direto preposicionado.
  3. Complemento nominal, adjunto adnominal, objeto indireto.
  4. Adjunto adnominal, complemento nominal, objeto indireto.
  5. Adjunto adnominal, complemento nominal, objeto direto preposicionado.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Na sequência apresentada, a resposta correta é a letra D: adjunto adnominal, complemento nominal e objeto indireto.

Em I – "Todo cidadão aspira a uma vida de paz". O segmento "de paz" está ligado ao substantivo "vida" e apenas acrescenta uma característica não essencial ao sentido do nome; por isso atua como adjunto adnominal (termo acessório ligado a um substantivo).

Em II – "O mundo inteiro anda à procura de paz". Aqui "procura" é um substantivo que exige complemento para completar seu sentido; "de paz" integra esse sentido, com valor paciente, portanto é complemento nominal (termo integrante de nome).

Em III – "A sociedade brasileira necessita de paz". O verbo "necessitar" rege a preposição "de" e exige um termo regido para completar sua transitividade; "de paz" funciona como objeto indireto (complemento verbal).

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