Questão FC314109
Encontrar "gás do riso" no espaço pode ser sinal de vida, sugere estudo. Pesquisadores defendem que óxido nitroso detectado em atmosferas de exoplanetas deve ser considerado bioass
Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
IBADE · 2022
Encontrar "gás do riso" no espaço pode ser sinal de vida, sugere estudo.
Pesquisadores defendem que óxido nitroso detectado em atmosferas de exoplanetas deve ser considerado bioassinatura, já que microrganismos são capazes de produzi-lo.
Além de moléculas de oxigênio, hidrogênio e carbono, um time de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside (UCR), nos Estados Unidos, sugere que mais um gás deve ser considerado favorável à vida, caso seja encontrado no espaço: o óxido nitroso (N2O). Ou, como ele é mais conhecido, o "gás hilariante" ou "gás do riso".
O óxido nitroso pode ser produzido de várias formas pelos seres vivos, principalmente por microorganismos que realizam um processo metabólico que transforma outros compostos de nitrogênio em N2O, produzindo, assim, energia útil.
(...)
A primeira parte da investigação consistiu em determinar quanto de óxido nitroso seres vivos, em um planeta semelhante à Terra, poderiam produzir. Para isso, eles criaram um simulador de biosfera que apontava quanto N2O o planeta escolhido poderia produzir em torno de diferentes tipos de estrelas, além de quanto N2O poderia ser detectado por um observatório como o Telescópio Espacial James Webb.
Um dos escolhidos para essa simulação foram planetas do sistema estelar da anã vermelha TRAPPIST-1, que contém algumas similaridades com o nosso sistema solar.
O gás hilariante também pode ser detectado em uma atmosfera e, mesmo assim, não indicar vida, conforme descobriu a equipe de Schwieterman. Isso porque eles identificaram que certa quantidade de N2O pode ser detectada junto de dióxido de nitrogênio (NO2) — um poluente. Esses gases são criados por raios, o que evidencia para a astrobiologia que um clima ou que processos geológicos não favoráveis à vida produzem o gás.
O astrobiólogo ainda afirma que estrelas anãs dos tipos K e M produzem um espectro de luz menos eficaz em quebrar moléculas de gás hilariante, resultando em uma maior quantidade do composto em um planeta que pode ser habitado.
(...)
Para os pesquisadores, agora é hora dos astrobiólogos considerarem gases alternativos de bioassinatura, como é o caso do óxido nitroso. Isso porque o telescópio James Webb pode, em breve, enviar informações sobre as atmosferas de planetas rochosos semelhantes à Terra, como os do sistema TRAPPIST-1.
Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/ 2022/10/encontrar-gas-do-riso-no-espaco-pode-ser-sinal- de-vida-sugere-estudo.html
Observe o trecho em destaque:
Isso porque o telescópio James Webb pode, em breve, enviar informações sobre as atmosferas de planetas rochosos semelhantes à Terra...
O termo “em breve” está entre vírgulas por se tratar de:
- um adjunto adverbial deslocado.
- um aposto.
- um vocativo.
- uma expressão explicativa.
- uma locução prepositiva.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Adjunto adverbial: "em breve" exerce função de tempo, indicando quando a ação de enviar deve ocorrer. Por isso é classificado como adjunto adverbial de tempo.
Deslocado: o termo aparece intercalado na locução verbal ("pode, em breve, enviar"), ou seja, não está na posição canônica final do adjunto adverbial. Essa alteração de posição caracteriza-o como adjunto adverbial deslocado.
Pontuação: adjuntos deslocados e, em especial, os intercalados, devem ser isolados por vírgulas para marcar a intercalação e preservar a clareza sintática. Assim, as vírgulas antes e depois de "em breve" justificam-se pela regra de isolar adjuntos adverbiais deslocados.
Em suma: termo de tempo que modifica o verbo e foi posicionado fora da ordem direta, daí ser um adjunto adverbial deslocado.
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