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Questão FC314500

Dois rios Samuel Rosa O céu está no chão O céu não cai do alto É o claro, é a escuridão O céu que toca o chão E o céu que vai no alto Dois lados deram as mãos Como eu fiz também Só

Interpretação de Textos (Compreensão)

IBADE · 2022

Dois rios
Samuel Rosa


O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos veem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
As quatro estações


In: https://www.letras.mus.br/skank/71463/. Acessado em
novembro de 2022.

 

A canção Dois Rios aborda metaforicamente o encontro, a relação entre duas pessoas. No texto, pode-se depreender que o par é constituído de duas pessoas:

  1. iguais, com interesses comuns, muitas afinidades.
  2. diferentes, em permanente conflito.
  3. diferentes, sem objetivos comuns.
  4. iguais, mas sem objetivo de ficarem juntas.
  5. diferentes, com limites para uma convivência harmônica.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa aponta que o par é composto por pessoas diferentes cujo encontro exige limites para a boa convivência. No texto, imagens opostas — como o céu que toca o chão e o céu que vai no alto — sugerem polaridades e singularidades entre os membros da relação.

Essas diferenças não anulam a união; ao contrário, aparecem unidas pelo gesto de "dar as mãos" e pelo verso "ao lado seu, meu corpo inteiro", indicando complementaridade e uma escolha consciente de partilha.

Entretanto, a expressão "dois rios inteiros" e a alternância luz/treva mostram que a convivência exige limites — espaço, respeito e acordos — para manter a harmonia. Assim, a leitura sustenta que a relação é feita de diferenças geridas por limites que viabilizam a convivência harmônica.

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