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Questão FC316909

Qual das opções tem correspondência adequada às regras apresentadas por Said Ali para o uso ou não do modo conjuntivo?

Sintaxe

Com. Org. (IFSP) · 2018

Said Ali (2001), ao estudar os verbos, problematiza não só a nomenclatura, mas também o uso de seus modos. O autor observa que, se, por um lado, o modo conjuntivo ocorre em orações subordinadas, por outro, ele também está presente em orações principais. Constata, ainda, que a simples caracterização desse modo como oposição à realidade e a certeza do fato enunciado pelo indicativo não são suficientes para definir o emprego do conjuntivo. Diante desses e de outros dados que ainda tornam mais complexo o problema, Said Ali propõe examinar diversos fatos linguísticos, a fim de estabelecer, entre outros elementos, as regras de uso do modo verbal conjuntivo.

 

Qual das opções tem correspondência adequada às regras apresentadas por Said Ali para o uso ou não do modo conjuntivo?

  1. Sendo questão meramente subjetiva a decisão de avivar ou desprezar a dúvida sobre algum fato, não é muito de estranhar que se proceda à expressão do pensamento apenas servindo-se do modo conjuntivo.
  2. Orações que denotam fatos em contradição com a expectativa não devem ser usadas com o verbo no modo conjuntivo, sobretudo se servirem de complementos a verbos e a dizeres denotadores de espanto ou surpresa.
  3. Considerando que uma oração existencial tenha por sujeito o pronome “quem”, ou que ao verbo “haver” siga o pronome “quem” como sujeito da oração subordinada, usar-se-á, nesta última, o verbo no modo conjuntivo.
  4. Orações explícitas que sirvam de complementos a verbos, substantivos e adjetivos denotadores de prazer, desgosto, pesar etc., são usadas, via de regra, com o verbo no indicativo, exceto algumas poucas exceções em que aparece o modo conjuntivo.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A regra indicada afirma que, em orações existenciais ou em subordinadas cujo sujeito é o pronome quem — inclusive quando este sucede o verbo haver — o verbo da oração subordinada tende a aparecer no modo conjuntivo.

Isso ocorre porque quem introduz indeterminação ou potencialidade do sujeito (não se trata de pessoa identificada), exigindo o conjuntivo para marcar hipótese, possibilidade ou generalidade, não a certeza do fato.

Exemplos:
> Se houver quem diga isso, agir-se-á.
> Haverá quem saiba resolver.
> Há quem tenha outra opinião.

Assim, a presença de quem como sujeito existencial ou posposto a haver condiciona o uso do conjuntivo na oração subordinada.

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