FC ConcursosFC Concursos

Questão FC353224

Em fevereiro de 2025, Matheus, que exerce função pública no âmbito do Estado Alfa, em razão de contratação temporária, agindo com culpa, de forma negligente, revelou à terceira pes

Improbidade Administrativa

FGV · 2025

Em fevereiro de 2025, Matheus, que exerce função pública no âmbito do Estado Alfa, em razão de contratação temporária, agindo com culpa, de forma negligente, revelou à terceira pessoa, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida econômica capaz de afetar o preço de determinadas mercadorias, em especial alimentos perecíveis. 

 

Ao tomar conhecimento dos fatos, João, representante do Ministério Público, passou a estudar as medidas que podem ser adotadas em detrimento de Matheus. 

 

Em relação ao cenário descrito, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992, é correto afirmar que Matheus

  1. não responderá por ato de improbidade administrativa, já que não é considerado agente público para os fins de responsabilização pela legislação de regência.
  2. responderá por ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública.
  3. não responderá por ato de improbidade administrativa, já que não agiu com dolo, atuando de forma negligente.
  4. responderá por ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito.
  5. responderá por ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa está correta porque, segundo a Lei nº 8.429/1992 (alterada pela Lei nº 14.230/2021), a responsabilização por ato de improbidade administrativa exige a prova de dolo, não bastando a mera culpa (negligência).

O §3º do art. 1º afasta a improbidade quando não houver comprovação de ato doloso com fim ilícito; o art. 11 prevê condutas que configuram improbidade quando praticadas de forma dolosa (por exemplo, revelar medida capaz de afetar preços).

Além disso, mesmo havendo contratação temporária, o servidor nessa condição é considerado agente público para fins da Lei, mas a ausência de dolo impede a configuração do ilícito previsto na LIA.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo