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Questão FC353321

João é réu em ação por ato de improbidade administrativa proposta pelo Município Alfa, no qual atuou como Secretário de Saúde. O Ministério Público, autor da ação, imputou-lhe a pr

Improbidade Administrativa

FGV · 2024

João é réu em ação por ato de improbidade administrativa proposta pelo Município Alfa, no qual atuou como Secretário de Saúde.


O Ministério Público, autor da ação, imputou-lhe a prática de ato que, alegada e simultaneamente, causou o enriquecimento ilícito de João e violou princípios da Administração Pública, consistente na alienação de bem público sem a observância das cautelas legais.


Depois de ser citado, por meio de seu advogado particular, João interpôs agravo de instrumento, pugnando pelo reconhecimento da inépcia da petição inicial e extinção do processo sem resolução do mérito, o qual não foi conhecido pelo Tribunal de Justiça do Estado Beta.


Após regular tramitação do feito, o Juízo, entendendo que o ato imputado a João, em verdade, gerou prejuízo ao erário, condenou o réu a efetuar o ressarcimento ao erário dos valores que causou desfalque, ao pagamento de multa civil e à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 5 (cinco) anos.


Sobre o caso acima, assinale a afirmativa correta.

  1. Diante do princípio do iura novit curia, não há nulidade decorrente da condenação de João em tipo diverso daquele indicado pelo Ministério Público em sua petição inicial.
  2. O Tribunal de Justiça acertou ao não conhecer o agravo de instrumento interposto por João, eis que não cabível na hipótese, ante o rol taxativo de cabimento do agravo no Código de Processo Civil.
  3. A sentença condenatória de João não estará sujeita ao reexame necessário, por expressa disposição da Lei de Improbidade Administrativa.
  4. O Ministério Público não tem o ônus de individualizar as condutas de João para fins de sua tipificação nas disposições da Lei nº 8.429/1992.
  5. Ao invés de ser defendido por seu advogado particular, João poderia ter solicitado à assessoria jurídica do Município Alfa que patrocinasse sua defesa, sendo certo que essa ficaria obrigada a defendê-lo judicialmente.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa está correta porque a Lei de Improbidade Administrativa prevê expressamente que não cabe o reexame necessário (remessa obrigatória) nas ações por improbidade.

Isso significa que a confirmação automática da sentença por tribunal, independentemente de recurso interposto pelas partes, não é exigida para que a decisão condenatória produza efeitos.

Na prática, a condenação de João pode transitar em julgado sem passar por revisão ex officio pelo Tribunal, permanecendo, contudo, a possibilidade de impugnação por meio dos recursos ordinários oferecidos às partes.

Portanto, a vedação legal ao reexame obrigatório torna correta a afirmação de que a sentença condenatória não estará sujeita a essa remessa necessária.

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