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Questão FC357892

Edgar, servidor público federal, no exercício de suas funções, solicitou vantagem indevida a particular para que fosse realizado determinado ato de ofício em contrariedade ao que d

Improbidade Administrativa

Instituto Consulplan · 2023

Edgar, servidor público federal, no exercício de suas funções, solicitou vantagem indevida a particular para que fosse realizado determinado ato de ofício em contrariedade ao que dispõe a legislação vigente. Com sua conduta, de forma indevida, Edgar auferiu a quantia de R$ 1.000,00. Nos termos da Lei de Improbidade Administrativa, é possível afirmar que a conduta do servidor configura ato de improbidade

  1. que causa dano ao erário, que pode acarretar, dentre outras sanções, a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio e a perda da função pública.
  2. que causa enriquecimento ilícito, que pode acarretar, dentre outras sanções, a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por até quatorze anos.
  3. que causa dano ao erário, que pode acarretar, dentre outras sanções, ao pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público.
  4. que atenta contra os princípios da Administração Pública, que pode acarretar, dentre outras sanções, o pagamento de multa civil de até vinte e quatro vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o poder público.
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Gabarito

B

Comentário do professor

O caso descreve servidor que solicitou vantagem patrimonial indevida em razão do cargo. Isso se enquadra em enriquecimento ilícito, previsto na Lei nº 8.429/92, art. 9º, pois envolve auferir vantagem patrimonial indevida mediante ato doloso.

Como consequência, aplicam‑se as sanções previstas no art. 12 da mesma lei. Entre elas destacam‑se a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, além de perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente, multa civil e proibição de contratar com o poder público.

Portanto, a conduta de Edgar configura ato de improbidade que importa em enriquecimento ilícito, sujeitando‑o às sanções citadas, conforme previsão legal.

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