Questão FC357909
Conforme estabelece a Lei nº 8.429/1992 (LIA), que dispõe sobre os atos de improbidade administrativa e a ação correspondente,
Improbidade Administrativa
Instituto Consulplan · 2023
Conforme estabelece a Lei nº 8.429/1992 (LIA), que dispõe sobre os atos de improbidade administrativa e a ação correspondente,
- a ação para a aplicação das sanções previstas na LIA prescreve em 5 anos, contados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência, não importando qual seja o enquadramento legal.
- em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a sanção de proibição de contratação com o poder público pode extrapolar o ente público lesado pelo ato de improbidade, observados os impactos econômicos e sociais das sanções, de forma a preservar a função social da pessoa jurídica.
- o inquérito civil para apuração do ato de improbidade, cuja instauração suspende o curso do prazo prescricional, será concluído no prazo de 90 dias corridos, prorrogável uma única vez por igual período, mediante ato fundamentado submetido à revisão da instância competente do órgão do Ministério Público, conforme dispuser a respectiva lei orgânica.
- o responsável pelo ato de improbidade que importa em enriquecimento ilícito está sujeito às penas de perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 12 anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12 anos, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa destaca que, nos termos do art. 12, §4º da Lei nº 8.429/1992, a sanção de proibição de contratação com o poder público pode, excepcionalmente, alcançar entes além daquele diretamente lesado.
Essa extensão depende de motivos relevantes e de fundamentação concreta: trata‑se de poder-dever do julgador/autoridade para avaliar situações em que a vedação restrita ao ente lesado seja insuficiente ou injusta.
O critério decisivo é a observância dos impactos econômicos e sociais da sanção, de modo a preservar a função social da pessoa jurídica e evitar consequências desproporcionais que atinjam terceiros ou o interesse público.
Portanto, a aplicação é excepcional, motivada e pautada pela proporcionalidade e adequação da medida.
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