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Questão FC363848

O pavão Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena

Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)

IGEDUC · 2025

O pavão 

 

Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. 

 

Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

 

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! Minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico. 

 

Rubem Braga 

(https://tudoportugues.com)

 

"O pavão é um arco-íris de plumas." 

 

Quanto à justificativa para o emprego do hífen na palavra 'arco-iris', é correto o que se afirma em:

  1. Emprega-se o hífen nos compostos cujos elementos, reduzidos ou não, perderam a sua significação própria. São hifenizados pela mesma regra: marca-passo e mata-mata.
  2. Emprega-se o hífen nos compostos com o primeiro elemento de forma adjetiva, reduzida ou não. São exemplos dessa mesma regra: histórico-geográfico e afro-asiático.
  3. Não se emprega hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoantes diferentes de 'r' ou 's', por isso, como o Novo Acordo Ortográfico, o vocábulo 'arco-iris' não possui mais hífen. A forma correta é : arco-íris.
  4. Emprega-se o hífen em topônimos compostos iniciados por substantivos ou forma verbal. São exemplos dessa mesma regra: Passa-Quatro.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Regra: hifeniza-se o composto quando seus elementos, mesmo que ainda aparentem ser palavras, formaram uma unidade lexical e perderam a significação própria ou a relação sintática livre entre si — isto é, deixam de ser interpretados como simples combinação de termos.

Exemplos didáticos: marca‑passo e mata‑mata apontam unidades fixas cuja leitura não segue a composição literal palavra a palavra; o hífen sinaliza essa lexicalização.

No caso de arco‑íris, embora venha de “arco” + “íris”, trata‑se de um nome composto consolidado para um fenômeno único. O hífen indica essa unidade lexical e a perda da leitura puramente composicional, justificando seu emprego segundo a regra apresentada.

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