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Questão FC363875

Comece com atividades que despertem o seu interesse e veja como você se sente ao praticá-las: existe uma sensação de alívio ou leveza após a prática? A prática ajuda a focar e a af

Interpretação de Textos (Compreensão)

IGEDUC · 2025

O texto seguinte servirá de base para responder a questão seguinte.

Ansiedade: como exercício físico pode ajudar a combatê-la

 

A prática de atividade física pode ser uma forte aliada no controle da ansiedade, ajudando a reduzir os sintomas e a melhorar o bem-estar geral. Embora a ansiedade seja uma reação natural do corpo ao estresse, em algumas pessoas, ela pode evoluir para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), uma condição crônica e debilitante que requer cuidados específicos com acompanhamento de um profissional de saúde mental e, muitas vezes, com medicamentos. Em ambos os casos, escolher a atividade física certa pode fazer a diferença no combate à condição.

 

Isso porque o exercício físico estimula a liberação de neurotransmissores como serotonina e endorfina, que estão diretamente associados ao aumento da sensação de prazer e relaxamento. Assim, os níveis de cortisol, o "hormônio do estresse" tendem a diminuir, resultando em uma resposta positiva ao controle da ansiedade.

 

Além disso, exercitar-se regularmente também melhora a qualidade do sono e ajuda a manter a mente mais focada e estável.

 

"A prática regular de exercícios físicos é uma intervenção não farmacológica amplamente reconhecida e eficaz no combate a quadros de ansiedade e depressão. Os exercícios físicos têm a capacidade de modular a atividade de neurotransmissores — moléculas químicas essenciais no funcionamento do sistema nervoso central — ajudando a aliviar e, em alguns casos, até reverter esses transtornos", diz Raphael Afonso de Matos, educador físico.

 

Não existe um único exercício que seja o "melhor" para combater a ansiedade. A escolha da atividade ideal varia de acordo com as preferências e necessidades de cada um. Especialistas recomendam, no entanto, modalidades que combinem aspectos de movimentação, respiração e relaxamento, proporcionando maior controle sobre o corpo e a mente.

 

"Segundo estudos, a prática de exercícios aeróbicos, como corrida e natação, estimula a liberação dos neurotransmissores serotonina e endorfina, que possuem um efeito analgésico natural e contribuem para a melhora do humor", explica Danilo Figueiredo, educado físico.

 

"É indicado de forma geral um treinamento aeróbio, em que se utiliza o sistema oxidativo, uma prática que se gasta um maior tempo realizando os exercícios com baixa a moderada intensidade. Dessa forma, irá trabalhar os benefícios oferecidos pelo treinamento. Tudo depende do nível e da individualidade da ansiedade da pessoa", acrescenta Henrique Sacramento, educador físico.

 

Como não há um exercício em específico que é melhor do que o outro é essencial experimentar e perceber as próprias respostas físicas e emocionais.

 

Comece com atividades que despertem o seu interesse e veja como você se sente ao praticá-las: existe uma sensação de alívio ou leveza após a prática? A prática ajuda a focar e a afastar os pensamentos negativos?

 

Manter um diário de treino, anotando as sensações após cada sessão, pode ajudar a identificar o que melhor funciona.

 

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/ansiedade-como-exercicio-fisico-po de-ajudar-a-combate-la/

 

De acordo com o texto, o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado como:

  1. Uma reação leve e momentânea ao estresse, comum a todas as pessoas.
  2. Uma condição natural do corpo, que sempre desaparece com a prática de atividade física.
  3. Um problema que surge exclusivamente em pessoas que não praticam atividades físicas.
  4. Uma condição crônica que pode exigir acompanhamento profissional e, em alguns casos, uso de medicamentos.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa D sintetiza corretamente a ideia do texto: o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) não é apenas uma reação passageira ao estresse, mas uma condição crônica que pode prejudicar o funcionamento diário.

O texto ressalta que o TAG costuma demandar cuidados específicos, com acompanhamento profissional de saúde mental para avaliação e manejo adequados. Em muitos casos, além da psicoterapia, há indicação do uso de medicamentos para controlar sintomas persistentes.

Importante notar que a prática de exercícios é apresentada como uma intervenção não farmacológica útil e complementar (adjuvante), mas não substitui a necessidade de acompanhamento clínico quando o quadro é caracterizado como TAG.

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