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Questão FC364060

O texto seguinte servirá de base para responder à questão A ampliação dos critérios diagnósticos do autismo ao longo do tempo A definição de autismo não permaneceu estática. Os pri

Questões sem classificação de assunto (Língua Portuguesa (Português))

IGEDUC · 2025

O texto seguinte servirá de base para responder à questão

 

A ampliação dos critérios diagnósticos do autismo ao longo do tempo

 

A definição de autismo não permaneceu estática. Os primeiros estudos que descreveram o transtorno surgiram nas décadas de 1930 e 1940, segundo Francesca Happé, professora de neurociência cognitiva no King's College London, que pesquisa o tema desde 1988.

 

"As descrições originais falavam de crianças com grande necessidade de apoio, geralmente com fala muito tardia", afirma. "Algumas não falavam coisa alguma. E o foco era, principalmente, meninos."

 

Essa definição foi ampliada nos anos 1990, quando a síndrome de Asperger foi incorporada aos manuais de diagnóstico. Pessoas com Asperger passaram a ser consideradas no espectro autista por apresentarem dificuldades sociais e comportamentos repetitivos, embora tivessem linguagem fluente e inteligência preservada.

 

Para que alguém receba o diagnóstico de autismo, é necessário apresentar "dificuldades persistentes na vida social e na comunicação social", afirma Ginny Russell, professora associada de psiquiatria na University College London. Ela utiliza os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, conhecido como DSM.

 

O aumento de oito vezes nos novos diagnósticos apontado por Russell inclui os casos de Asperger, considerados um tipo específico de autismo.

 

Outra categoria acrescentada aos manuais foi o "transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação" (PDD-NOS, na sigla em inglês), uma espécie de "diagnóstico guarda-chuva" que também contribuiu para a alta nas estatísticas.

 

Hoje, os manuais usam o termo transtorno do espectro autista (TEA), que abrange casos anteriormente classificados como Asperger ou PDD-NOS. Ou seja: a rede diagnóstica do autismo foi ampliada intensamente.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce82r6zee0yo.adaptado.

 

Para que alguém receba o diagnóstico de autismo, é necessário apresentar "dificuldades persistentes na vida social e na comunicação social", afirma Ginny Russell, professora associada de psiquiatria na University College London. Ela utiliza os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, conhecido como DSM.

 

Em relação à concordância nominal, é correto afirmar que:

  1. a forma "social", repetida no texto, está no singular em ambos os casos por ser adjetivo invariável, aplicado a termos diferentes por justaposição sem alteração de número.
  2. o termo "necessário" aparece no masculino singular porque concorda com "diagnóstico", que é o núcleo da oração, mesmo antecedido por uma ideia geral.
  3. os termos "Diagnóstico" e "Estatístico" aparecem no singular por concordarem com o substantivo "Transtornos", funcionando como adjetivos que caracterizam o conteúdo do manual.
  4. a expressão "dificuldades persistentes" apresenta concordância entre adjetivo e substantivo no feminino plural, de acordo com as regras da norma culta.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A expressão "dificuldades persistentes" exemplifica a concordância nominal: o adjetivo acompanha o substantivo a que se refere em gênero e número.

"Dificuldades" é um substantivo no feminino plural (o sufixo -ades e o contexto sintático confirmam o gênero e o número).

"Persistentes" é um adjetivo cuja forma em -e é comum aos dois gêneros (invariável quanto ao gênero), mas flexiona em número: no plural recebe -s, concordando com o substantivo plural.

Portanto, há concordância em gênero (adjetivo compatível com feminino) e em número (ambos no plural), conforme as regras da norma culta, justificando a correção da alternativa indicada.

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