Questão FC364084
Como a primeira bactéria que encontramos na nossa vida pode nos manter saudáveis As primeiras bactérias que nosso corpo encontra — nas horas seguintes ao nascimento — podem nos pro
Questões sem classificação de assunto (Língua Portuguesa (Português))
IGEDUC · 2025
Como a primeira bactéria que encontramos na nossa vida pode nos manter saudáveis
As primeiras bactérias que nosso corpo encontra — nas horas seguintes ao nascimento — podem nos proteger de infecções perigosas, de acordo com cientistas do Reino Unido.
Eles demonstraram, pela primeira vez, que bactérias boas parecem reduzir pela metade o risco de crianças pequenas serem internadas com infecções pulmonares. Os pesquisadores disseram que esta foi uma descoberta "fenomenal" — e que podem levar a terapias que estimulem bactérias boas em bebês.
Acredita-se que nossos primeiros encontros com micróbios sejam cruciais para o desenvolvimento do nosso sistema imunológico.
Saímos do útero estéreis, mas isso não dura muito tempo. Todos os cantos e recantos do corpo humano se tornam lar para um mundo de vida microbiana, conhecido como microbioma.
Pesquisadores da University College London (UCL) e do Sanger Institute, no Reino Unido, investigaram os primeiros estágios de colonização do nosso corpo por bactérias, fungos e muito mais.
Eles coletaram amostras de fezes de 1.082 recém-nascidos na primeira semana de vida. Em seguida, a equipe realizou uma análise genética completa de todo o DNA das amostras para descobrir exatamente quais espécies estavam presentes, e quão comuns elas eram em cada criança.
Em seguida, eles acompanharam o que aconteceu com esses bebês, usando dados hospitalares, durante os dois anos seguintes.
Um dos primeiros habitantes do corpo humano em particular, a Bifidobacterium longum, parecia ter um efeito protetor.
Apenas 4% dos bebês com esta espécie passariam uma noite no hospital com infecção pulmonar nos dois anos seguintes. Os bebês com bactérias iniciais diferentes tinham de duas a três vezes mais chance de precisar ficar internados.
Estes são os primeiros dados que mostram que a formação do microbioma afeta o risco de infecção. "Acho que é realmente fenomenal. É incrível poder mostrar isso. Estou animado", disse Nigel Field, professor da UCL, à BBC.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20n2d3zq16o fragmento - adaptado
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20n2d3zq16o fragmento - adaptado
Quanto à linguagem oral, oralização e oralidade, analise as afirmativas a seguir:
I.Toda língua, que sirva a uma grande nação consideravelmente extensa e muito diferenciada cultural e socialmente, quer pertença a uma pequena comunidade isolada de algumas poucas dezenas de indivíduos, é um complexo de variedades, um conglomerado de variantes.
II.A língua é rica e rebuscada, pois a linguagem se diferencia em épocas (o português falado hoje é diferente do português de 50 anos atrás), regionalidade (diferentes lugares, diferentes falas), grupo social (uso de "etiqueta", assim como de gírias por determinadas "tribos") e ainda as diferentes situações (fala formal e informal).
III.Há variações, como, modo de falar de diferentes profissionais (linguagem técnica da área), as gírias das diferentes faixas etárias, a língua escrita e oral, nos oferecendo um cartel de possibilidades para seu estudo, compreensão e ampliação.
IV.Não existe forma mais correta, existe sim a forma mais adequada de se expressar de acordo com a situação social, histórica e cultural a qual o indivíduo está inserido, assim todas elas devem ser respeitadas e exploradas em função de sua razão primordial: a comunicação entre os sujeitos que a utilizam.
(https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/24/oralidade-ealfabetizacao-implicacoes-dos-generos-orais-para-o-ensino-e-aaprendizagem)
É correto o que se afirma em:
- I, II, III e IV.
- I e IV apenas.
- II, III e IV apenas.
- I, II e III apenas.
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Gabarito
A
Comentário do professor
I a IV apresentam-se como princípios centrais da sociolinguística aplicados à linguagem oral. A afirmação de que toda língua é um conjunto de variedades (I) aponta para a heterogeneidade interna: diferenças geográficas, históricas e sociais formam um conglomerado de variantes legítimas.
A (II) explicita a dinâmica temporal e situacional da língua: mudanças históricas, regionalismos, marcas de grupo social e alternância entre fala formal e informal configuram distintos registros utilizáveis conforme o contexto.
A (III) reconhece variações por profissão, idade e pelo contraste entre oral e escrito, indicando recursos linguísticos específicos que ampliam o campo de análise e ensino.
A (IV) sintetiza o princípio ético e funcional: não há forma única “mais correta”, mas a forma mais adequada ao contexto; assim, todas as variantes devem ser respeitadas e exploradas em função da finalidade comunicativa.
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