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Questão FC376166

No exercício das funções notariais e de registro, é correto afirmar sobre o princípio da finalidade:

Poderes e Deveres da Administração

VUNESP · 2014

No exercício das funções notariais e de registro, é correto afirmar sobre o princípio da finalidade:

  1. o seu vício, o denominado desvio de finalidade, ocorre toda vez que aquele que exerce a função pública afasta-se de suas competências, isto é, do que lhe é definido como dever a ser cumprido conforme o princípio da legalidade, o que se afere objetivamente e pode se constatar em qualquer função pública (legislativa, judicial, administrativa e política).
  2. não se aplica o princípio da finalidade porque esta norma jurídica relaciona-se com a atuação da Administração Pública Direta e de entes que compõem a Administração Pública Indireta, tais como as autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.
  3. o seu vício, desvio de finalidade, apura-se subjetivamente, isto é, aferindo-se qual a intenção, o ânimo, o móvel do agente público na prática do ato. As finalidades passíveis deste vício são tanto o interesse público (finalidade em sentido amplo) quanto a categoria própria do ato (finalidade em sentido estrito).
  4. o desvio de finalidade é exclusivo da função administrativa, portanto, tanto os atos da Administração Pública Direta quanto de pessoas a quem a função é delegada ou outorgada podem incorrer nesta ilegalidade.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Ao tratar do princípio da finalidade nas funções notariais e de registro, importa lembrar que toda atuação pública deve visar ao fim legalmente estabelecido para o ato.

O desvio de finalidade é o vício que ocorre quando o agente público se afasta das competências conferidas pela norma, buscando fim diverso daquele previsto na regra de competência.

Trata‑se de verificação objetiva: não é necessário provar o pensamento íntimo do agente; basta demonstrar que o ato não perseguia a finalidade legalmente atribuída.

Esse afastamento configura abuso de poder e enseja a invalidade do ato praticado, podendo ser identificado em qualquer função pública (legislativa, judicial, administrativa ou política).

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