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Questão FC376199

Suponha que Secretário da Fazenda de um estado qualquer da Federação aceite exercer, nas horas vagas, concomitantemente ao exercício do cargo público, atividades de consultoria a e

Improbidade Administrativa

VUNESP · 2017

Suponha que Secretário da Fazenda de um estado qualquer da Federação aceite exercer, nas horas vagas, concomitantemente ao exercício do cargo público, atividades de consultoria a empresas sujeitas ao recolhimento do ICMS, tributo estadual. Nesse caso, à luz do previsto na Lei Federal nº 8.429/92, a conduta descrita pode ser considerada

  1. ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao Erário.
  2. ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública.
  3. ato de improbidade administrativa decorrente de concessão ou aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário.
  4. indiferente, pois não caracteriza nenhuma das hipóteses de ato de improbidade administrativa previstas.
  5. ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Trata‑se de ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito. Ao aceitar, concomitantemente, consultoria para empresas sujeitas ao ICMS, o Secretário estabelece relação profissional com interessados nas decisões de sua pasta.

Isso enquadra‑se na vedação prevista no Art. 9, VIII da Lei 8.429/92: é ilícito o exercício de atividade remunerada para quem tenha interesse suscetível de ser atingido por ação ou omissão do agente público.

O núcleo do tipo exige a percepção de vantagem patrimonial indevida e a ação dolosa do agente. A consultoria a contribuintes do ICMS cria risco concreto de favorecimento, caracterizando o enriquecimento ilícito.

Portanto, a conduta descrita configura ato de improbidade com as sanções previstas na lei.

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