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Questão FC376249

Suponha-se que um determinado agente público vinculado ao Município de Marília atue para frustrar a licitude de processos licitatórios e com isso acumule recursos suficientes para

Improbidade Administrativa

VUNESP · 2017

Suponha-se que um determinado agente público vinculado ao Município de Marília atue para frustrar a licitude de processos licitatórios e com isso acumule recursos suficientes para comprar uma casa e um veículo, caracterizando enriquecimento ilícito e, consequentemente, ato de improbidade administrativa. Instaurada a ação cabível, o agente público vem a falecer e seus filhos reclamam ter direito aos bens deixados pelo pai, inclusive os resultantes do ilícito administrativo. Alegam os herdeiros do agente público que não praticaram ato de improbidade e que não estão sujeitos à perda dos bens. Diante do previsto na Lei Federal nº 8.429/92, os filhos do agente público

  1. não têm razão, pois no microssistema da Lei de Improbidade Administrativa, o perdimento dos bens é determinado liminarmente e, somente caso a ação seja julgada improcedente, caberá ressarcimento, em dinheiro, aos herdeiros.
  2. têm razão, pois apesar de eventualmente serem provados atos de improbidade administrativa, os filhos não respondem pelos atos de improbidade praticados pelo pai, cuja responsabilidade é personalíssima.
  3. não têm razão, pois no caso de enriquecimento ilícito, não só o agente público perderá os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio, como também o terceiro beneficiário.
  4. têm razão, pois as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa são de perda da função pública e de suspensão dos direitos políticos, mas não alcançam a esfera patrimonial do agente público.
  5. não têm razão, pois segundo o previsto na Lei de Improbidade Administrativa, os herdeiros do agente público devem perder os bens ilicitamente adquiridos pelo pai, bem como ressarcir o erário integralmente, pagar a multa eventualmente cominada e absterem-se de contratar com o Poder Público.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa está correta porque, na hipótese de enriquecimento ilícito, a Lei nº 8.429/92 prevê a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, alcançando não só o agente público, mas também o terceiro beneficiário que recebeu esses bens.

Os filhos que herdaram bens provenientes do ilícito são considerados beneficiários e, portanto, estarão sujeitos à restituição ou ao perdimento desses bens na ação de improbidade.

Contudo, a responsabilidade dos herdeiros é patrimonial e limitada: conforme o art. 8º, respondem até o limite do valor da herança ou do patrimônio transferido.

As sanções de natureza pessoal aplicáveis ao agente (ex.: suspensão de direitos políticos) não se transmitem aos herdeiros, que apenas suportam a obrigação de reparar até o limite indicado.

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