Questão FC384081
–Lorota, gaguejou o matuto. Eu não tenho culpa de vossemecêesbagaçar os seus possuídos no jogo?
Morfologia
Instituto Verbena · 2024
Texto 1
Outro empurrão desequilibrou-o. Voltou-se e viu ali perto o soldado amarelo que o desafiava, a cara enferrujada, uma ruga na testa. (...)
–Vossemecê não tem direito de provocar os que estão quietos.
–Desafasta bradou a polícia.
E insultou Fabiano, porque ele tinha deixado a bodega sem se despedir.
–Lorota, gaguejou o matuto. Eu não tenho culpa de vossemecêesbagaçar os seus possuídos no jogo?
Engasgou-se. A autoridade rondou por ali um instante desejosa de puxar questão. Não achando pretexto, avizinhou-se e plantou o salto da reiúna em cima da alpergata do vaqueiro.
- Isso não se faz moço, protestou Fabiano. (...)
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 41ª ed. São Paulo: Record, 1978, p. 29 e 30.
O tempo e o modo verbal do verbo destacado na frase “A autoridade rondou por ali um instante desejosa de puxar questão” é
- o pretérito perfeito do indicativo.
- o pretérito imperfeito do subjuntivo.
- o futuro do presente do indicativo.
- o presente do subjuntivo.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Pretério perfeito do indicativo é o tempo e modo verbal de “rondou”.
O verbo “A autoridade rondou por ali um instante desejosa de puxar questão” relata uma ação pontual e concluída no passado. Esse sentido de fato certo, iniciado e encerrado, caracteriza exatamente o pretérito perfeito do indicativo.
Morfologicamente, trata‑se da 3.ª pessoa do singular formada pela raiz do verbo + desinência temporal da 1.ª conjugação (‑ou), indicando que o acontecimento ocorreu e já terminou.
Ex.: ele rondou (ação concluída) — eles rondaram (plural). Assim, a forma destacada corresponde ao pretérito perfeito do indicativo.
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