Questão FC384111
Texto 3 Violência contra criança e adolescente Diariamente, somos bombardeados por notícias e informações catastróficas, envolvendo mortes, acidentes, tráfico, roubo, entre outros,
Morfologia
Instituto Verbena · 2024
Texto 3
Violência contra criança e adolescente
Diariamente, somos bombardeados por notícias e informações catastróficas, envolvendo mortes, acidentes, tráfico, roubo, entre outros, ou seja, diferentes formas de violência. Entre essas notícias, as violências sofridas por crianças e adolescentes têm se tornado cada vez mais frequentes: padrasto que estupra e engravida menina de 9 anos; professora que silencia aluno colocando fita crepe na boca; adolescentes e suas famílias “acorrentados” pelo crack; precariedade dos serviços públicos para atender às necessidades da população. Isso sem contar os tantos outros casos que ocorrem diariamente e não são veiculados pelos meios de comunicação, ficando silenciados pelo anonimato.
Diante de tudo isso, pensar em infância, em crianças e adolescentes como “seres de direito” é pensar a partir de uma trajetória histórico-cultural que foi e está sendo construída ao longo do tempo. Com a Constituição de 1988, o “ser criança” passa a ser percebido como um sujeito social, uma criança cidadã, portadora de direitos.
Em 1990, com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é reforçada a importância da proteção à criança e ao adolescente contra todos os tipos de violência, sendo reconhecidos legalmente como “sujeitos de direito”. No entanto, o fato de termos uma legislação que respalde a infância no Brasil não garante que esta seja respeitada e valorizada. Sabe-se que muitas crianças e adolescentes sofrem diariamente diferentes formas de violência (física, psicológica, social, sexual) e a legislação, na maioria das vezes, pouco contribui para amenizar esse quadro.
Nós, enquanto profissionais da educação, precisamos estar atentos às diferentes formas de violência, repensando algumas de nossas posturas frente a essa problemática. É preciso unir forças no combate à violência infantil, por meio de uma interação constante entre os diferentes segmentos da sociedade, denunciando todo e qualquer tipo de violência às autoridades responsáveis pela proteção dessas crianças e adolescentes. [...]
TONIOLO, J. M. S. A. Disponível em: <http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa>. Acesso em: 29 fev. 2024. [Adaptado].
No período “No entanto, o fato de termos uma legislação que respalde a infância no Brasil não garante que esta seja respeitada e valorizada”, o conectivo destacado poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por
- ademais.
- com isso.
- logo.
- todavia.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Todavia é um conectivo adversativo, ou seja, expressa oposição ou contraste em relação à ideia anterior. No trecho, a locução "No entanto" introduz justamente essa oposição: apesar de existir legislação, isso não garante respeito e valorização da infância.
Substituir por "todavia" mantém o mesmo valor lógico e a relação entre as orações, preservando o sentido original. Ambos aparecem comumente no início da oração seguinte e são seguidos de vírgula, marcando a adversidade.
Vale observar que todavia tem registro levemente mais formal, mas funciona equivalendo semanticamente a "no entanto" aqui; portanto, a substituição é adequada e não altera o sentido da frase.
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