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Questão FC384207

Leia o Texto 1 para responder à questão. Texto 1 Afinal, pessoas com algum tipo de deficiência podem dirigir? Sim, em geral, é necessário que o motorista use próteses ou que o carr

Semântica

Instituto Verbena · 2024

Leia o Texto 1 para responder à questão.

 

Texto 1

Afinal, pessoas com algum tipo de deficiência podem dirigir? Sim, em geral, é necessário que o motorista use próteses ou que o carro tenha instalações especiais, que permitam dirigir com segurança, o que irá gerar uma Carteira Nacional de Habilitação Especial (CNH Especial).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população mundial possui algum tipo de deficiência. Além disso, na legislação brasileira, enquadra-se como pessoa com deficiência cidadãos que possuam alguma dificuldade física, visual, auditiva e mental.

No Brasil, a Lei nº 13.146/2015, capítulo X, estabelece direitos ao transporte, mobilidade e acessibilidade a Pessoa com Deficiência (PcD). Para requerer a CNH Especial, o condutor deve realizar o processo normalmente. A única diferença ocorre durante o processo de avaliação médica.

Vale ressaltar que, se um condutor sofreu algum tipo de acidente que acarretou a uma deficiência transitória ou permanente, este deve passar pelo processo de habilitação da CNH Especial. A deficiência será avaliada rigorosamente para que se verifique até que ponto ela pode afetar sua desenvoltura como condutor de um veículo.

Disponível em: <https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-elegislacao/ quais-sao-os-direitos-da-pessoa-com-deficiencia-no-transito/>. Acesso em: 10 jun. 2024. [Adaptado].

 

No parágrafo introdutório, o advérbio “Afinal” está sendo usado discursivamente com sentido equivalente ao da expressão

  1. “finalmente”.
  2. “depois de”.
  3. “apesar de tudo”.
  4. “e então”.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Afinal, no início do parágrafo, funciona como um advérbio discursivo que introduz uma pergunta e chama a atenção do leitor para esclarecimento ou retomada do assunto.

Seu papel não é indicar tempo nem conclusão, mas marcar a expressão de dúvida/curiosidade: transforma a frase em uma espécie de questionamento introdutório. Nesse uso, pode ser substituído por “e então” sem perda de sentido: “E então, pessoas com algum tipo de deficiência podem dirigir?” mantém a mesma intenção comunicativa.

Portanto, a equivalência se dá pela função discursiva de ambos: sinalizar uma indagação ou pedido de explicação sobre o tema que será tratado, aproximando-os semanticamente neste contexto.

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