Questão FC384283
Por que a automedicação é perigosa em caso de suspeita de dengue?
Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
Instituto Verbena · 2024
Leia o Texto 22 para responder à questão.
Texto 22
AUTOMEDICAÇÃO EM CASO DE SUSPEITA
DE DENGUE PODE AGRAVAR A DOENÇA
Beatriz Zolin
Como é feito o tratamento da dengue?
De acordo com o dr. Álvaro Pulchinelli, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), o tratamento para a dengue é basicamente sintomático. Isso quer dizer que não existe um remédio que atue especificamente contra o vírus da dengue, mas, sim, contra os seus sintomas. “A preocupação é conter e combater os efeitos que a própria evolução da doença causa, como febre, dor e mal-estar”, explica o toxicologista. Entre os poucos medicamentos prescritos para esses casos, estão a dipirona e o paracetamol. Ambos atuam como analgésicos (alívio de dores) e antitérmicos (alívio de febres), mas não oferecem os riscos de outros anti-inflamatórios.
Por que a automedicação é perigosa em caso de suspeita de dengue?
A automedicação é temerária em qualquer doença. Mas, segundo o dr. Álvaro, no caso da dengue, existe um problema a mais. É que um dos efeitos da doença no organismo é a diminuição das plaquetas no sangue, estruturas responsáveis pela coagulação, um processo essencial para a reparação de vasos, contenção de hemorragias e cicatrização de feridas. Além, é claro, de provocar os sintomas já citados, como febre, dores musculares, mal-estar, entre outros.
Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos
/automedicacao-em-caso-desuspeita- de-dengue-pode-agravar-a-doenca/>. Acesso em: 17 abr. 2024. [Adaptado].
O uso de aspas no texto
- destaca a opinião pessoal da autora do texto.
- indica o posicionamento científico do médico.
- ironiza o posicionamento pessoal do médico.
- reconhece a voz da autora do texto.
- apresenta o sentido aproximado do que foi dito em entrevista pelo médico.
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Gabarito
B
Comentário do professor
As aspas marcam aqui o discurso direto: tratam‑se das palavras do dr. Álvaro Pulchinelli transcritas literalmente, não de um comentário da autora.
O trecho entre aspas apresenta uma explicação técnica sobre o tratamento da dengue — informações sobre sintomas, condutas e riscos — revelando o posicionamento científico do especialista.
Por serem palavras de um presidente de sociedade científica e toxicologista, as aspas indicam autoridade e fundamentação técnica; funcionam como uma citação literal que comunica conhecimento especializado ao leitor.
Assim, a marcação tipográfica reforça que se trata de um parecer científico do médico, razão pela qual a alternativa escolhida está correta.
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