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Questão FC384360

Leia o Texto 2 para responder à questão. Texto 2 Quem vê as imponentes árvores na Floresta da Tijuca não imagina que há mais de 150 anos, a área era dominada por monoculturas, que

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

Instituto Verbena · 2024

Leia o Texto 2 para responder à questão.

 

Texto 2

 

Quem vê as imponentes árvores na Floresta da Tijuca não imagina que há mais de 150 anos, a área era dominada por monoculturas, que capinavam abaixo todas as árvores para abrir espaço para plantações de cana e café, principalmente. Os inúmeros rios e fontes d’água eram providenciais para irrigar plantações de produtos introduzidos no Brasil no século XVIII. Engenhos, sítios e fazendas preenchiam as encostas arborizadas dos morros da região.

 

O verde, hoje tão comum no Parque Nacional da Tijuca, é fruto de uma iniciativa pioneira de reflorestamento, por Dom Pedro II, em 1861. Devido à falta d’água associada à derrubada das árvores, o monarca baixou um decreto para tentar contornar a situação. Estava ordenado o plantio de novas mudas a partir das margens das nascentes dos rios e a preservação das já existentes na Floresta da Tijuca. A preocupação com o abastecimento de água da cidade, que crescia e consumia cada vez mais, foi o que motivou uma consciência de necessidade de conservação da floresta.

 

A partir desse trabalho de preservação iniciado pelo homem, o bastão foi passado para a própria natureza, que assumiu a missão de se regenerar e consolidar a recuperação da floresta que quase perdeu esse status. Na atualidade, em uma mistura de áreas replantadas e de outras recuperadas naturalmente, cada árvore tem uma história para contar. Ou melhor, o homem é que pode contar com esse espaço preservado de beleza sacra, onde a natureza ensinou, talvez pela primeira vez aos cariocas, a importância da sua conservação.

 

MENEGASSI, Duda. O reflorestamento de um patrimônio. O Eco, 17 dez.

2012. Disponível em: https://oeco.org.br/reportagens/26758-o-

reflorestamento-de-um-patrimonio/. Acesso em: 2 mar. 2024. [Adaptado].

 

No trecho “A preocupação com o abastecimento de água da cidade, que crescia e consumia cada vez mais”, o termo “que” substitui de forma anafórica o seguinte referente:

  1. “A preocupação”.
  2. “cidade”.
  3. “A preocupação com o abastecimento de água da cidade”.
  4. “água da cidade”.
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Gabarito

B

Comentário do professor

“A preocupação com o abastecimento de água da cidade, que crescia e consumia cada vez mais.”

O termo “que” retoma, de forma anafórica, o substantivo cidade. Ou seja, aponta para algo já mencionado no trecho anterior.

Gramaticalmente, “que” funciona como pronome relativo (equivalente a “a qual”) e exerce a função de sujeito das formas verbais “crescia” e “consumia” — ambos remetendo à mesma entidade.

A presença da vírgula indica que a oração introduzida por “que” é uma oração subordinada adjetiva explicativa, acrescentando informação sobre a cidade. Pergunte: “O que crescia e consumia cada vez mais?” A resposta: “a cidade”. Portanto, cidade é o referente anafórico.

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