Questão FC384439
“perdidos e achados”, como em Portugal?
Interpretação de Textos (Compreensão)
Instituto Verbena · 2025
Leia o Texto para responder à questão abaixo.
Por que no Brasil dizemos “achados e perdidos”, e não
“perdidos e achados”, como em Portugal?
Marcelo Duarte
Por que no Brasil dizemos “achados e perdidos”, e não “perdidos e achados”, como em Portugal? Você precisa ter perdido alguma coisa para que alguém tenha achado, certo? É assim que os americanos também chamam: “lost and found” (perdido e achado).
Há alguns poucos relatos de que esse sistema de achados e perdidos teria nascido na Grécia há cerca de 3.500 anos. Mas o que se sabe é que ele foi descrito pela primeira vez no Japão, no ano de 718. O primeiro escritório de achados e perdidos realmente organizado foi inaugurado em Paris no ano de 1805. O imperador francês Napoleão Bonaparte ordenou que fosse aberto um local para guardar todos os objetos encontrados nas ruas da capital francesa. Eram cerca de 10 mil ao ano. Só que havia tanta burocracia para retirar os objetos de lá que a maioria desistia. Em 13 de outubro de 1893, Louis Lépine, uma espécie de chefe da polícia, mudou as regras e até organizou uma equipe de investigadores para ir atrás dos proprietários de objetos perdidos. Com essa novidade, um quarto dos objetos perdidos reencontrou seus donos.
Voltemos à primeira pergunta: por que no Brasil dizemos “achados e perdidos”? Não existe registro do motivo da inversão. A única lógica que vejo foi que pensaram assim: primeiro alguém achou o que outro perdeu para então devolvê-lo.
Disponível em: <https://www.guiadoscuriosos.com.br/cultura-e-entretenimento/por-que-no-brasil-dizemos-achados-e-perdidos-e-nao-perdidos-e-achados-como-em-portugal/>. Acesso em: 10 jan. 2024.
O segundo parágrafo do texto tem como objetivo principal
- impulsionar a criação de um sistema de achados e perdidos.
- apresentar um histórico do sistema de achados e perdidos.
- analisar a importância do sistema de achados e perdidos.
- criticar o sistema de achados e perdidos.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O segundo parágrafo tem como objetivo apresentar um histórico do sistema de achados e perdidos, ao reunir fatos e datas que explicam sua origem e evolução.
O trecho narra marcos cronológicos — menção ao Japão (718), a criação de um escritório em Paris (1805) e a reforma promovida por Louis Lépine em 1893 —, o que caracteriza uma exposição histórica, não uma opinião ou análise valorativa.
Ao listar acontecimentos e consequências (como a melhora na devolução dos objetos), o parágrafo organiza informações factuais que contextualizam a expressão discutida no texto.
Portanto, a função principal é oferecer ao leitor um panorama histórico que fundamenta a explicação sobre o tema.
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