Questão FC384516
Leia o Texto 9 para responder à questão. Texto 9 Certa feita, um cachorro roubou um naco de carne de um abatedouro e correu em direção ao rio, em cujas águas viu o reflexo do naco
Interpretação de Textos (Compreensão)
Instituto Verbena · 2024
Leia o Texto 9 para responder à questão.
Texto 9
Certa feita, um cachorro roubou um naco de carne de um abatedouro e correu em direção ao rio, em cujas águas viu o reflexo do naco de carne, bem maior do que o naco que carregava. Largou-o então, e um abutre desceu e agarrou a carne, enquanto o cachorro corria atrás do naco maior, mas nada encontrou. Retornou para pegar a carne que antes carregava, mas também não a encontrou. Pensou então: “A ilusão me fez perder o bom senso, e acabei sem aquilo que eu já tinha por ir atrás daquilo que eu não alcançaria.”
JAROUCHE, Mamede. Fábulas árabes: do período pré-islâmico ao século XVII. Rio de Janeiro: Globinho, 2021.
Provérbios, adágios ou ditados populares são proposições simples e concretas, normalmente metafóricas, que expressam uma verdade baseada no senso comum ou na experiência social transmitida oralmente. A discussão feita pelo texto assemelha-se à ideia presente no provérbio
- “A ocasião faz o ladrão”.
- “Em casa de ferreiro, espeto de pau”.
- “De grão em grão, a galinha enche o papo”.
- “Para bom entendedor, meia palavra basta”.
- “Mais vale um pássaro na mão que dois voando”.
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Errado
Comentário do professor
“Mais vale um pássaro na mão que dois voando” significa que é preferível conservar algo concreto e seguro do que arriscar-se por algo aparentemente melhor, porém incerto.
No texto, o cachorro solta o naco de carne que já tinha ao perseguir o reflexo maior na água. A frase final — “A ilusão me fez perder o bom senso, e acabei sem aquilo que eu já tinha por ir atrás daquilo que eu não alcançaria.” — resume a motivação e a consequência desse ato.
A imagem do reflexo é a ilusão que alimenta a ganância; ao trocar o certo pelo aparente, o personagem acaba sem nada. Assim, o provérbio sintetiza a moral: não abandonar uma posse real por promessas ou aparências que não se confirmam.
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