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Questão FC384563

Leia o texto a seguir. JOVEM DE 26 ANOS MORRE DEVIDO A “CARGA DE TRABALHO EXTENUANTE” Morte de contadora levanta debate sobre cultura de trabalho desgastante, ninguém da empresa co

Interpretação de Textos (Compreensão)

Instituto Verbena · 2024

Leia o texto a seguir.

 

JOVEM DE 26 ANOS MORRE DEVIDO A “CARGA DE

TRABALHO EXTENUANTE”

 

Morte de contadora levanta debate sobre cultura de 

trabalho desgastante, ninguém da empresa compareceu

ao funeral

 

Anna Sebastian Perayil, de 26 anos, passou quatro meses no cargo de contadora da SR Batliboi, empresa membro da Ernst & Young (EY), multinacional do ramo de auditoria, na Índia. Até que ela faleceu, no último mês de julho. Desde então, sua história tem levantado debates em todo o mundo. Isso porque, segundo sua família, a morte foi causada por uma carga extenuante de trabalho.

 

O pai da jovem, Siby Joseph, disse que a filha morreu em consequência da combinação de “vários problemas, incluindo refluxo ácido, estresse no trabalho, [e] pressão no trabalho”. Em uma carta enviada à Ernst & Young, Anita Augustine, mãe de Anna, contou que a mulher começou a trabalhar na empresa em março, mas “a carga de trabalho, o novo ambiente e as longas horas afetaram-na física, emocional e mentalmente”.

 

Segundo a mãe, no último mês de julho, Anna precisou consultar um médico por sentir uma “pressão no peito” por uma semana. O médico prescreveu antiácidos e apontou que ela “não estava dormindo o suficiente e estava comendo muito tarde”. Mesmo com o alerta, a filha continuou a trabalhar “até tarde da noite, mesmo nos fins de semana, sem oportunidade de recuperar o fôlego”.

 

“A experiência de Anna lança luz sobre uma cultura de trabalho que parece glorificar o excesso de trabalho enquanto negligencia os seres humanos por trás das funções. Não se trata apenas da minha filha, mas de cada jovem profissional que se junta à EY cheio de esperanças e sonhos, apenas para ser esmagado sob o peso de expectativas irrealistas”, diz um trecho da carta. Anita destacou que a morte de Anna deveria servir de alerta para a empresa. No entanto, em entrevista a um jornal indiano, ela contou que ninguém da Ernst & Young compareceu ao funeral de sua filha e sequer obteve alguma resposta da empresa.

 

Disponível em:

<https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2024/09/6948581-jovem-

de-26-anos-morre-devido-a-carga-de-trabalho-extenuante.html>. Acesso

em: 02 out. 2024. [Adaptado].

 

A partir da leitura da reportagem do jornal Correio Braziliense, podemos inferir que

  1. a morte de Anna é uma denúncia divulgada para todos os meios de comunicação do país, com o intuito de providências cabíveis acerca do fato cômico.
  2. “ninguém da empresa compareceu ao funeral” significa que os demais funcionários foram proibidos de ir ao funeral da companheira de trabalho.
  3. o pai da jovem, Siby Joseph, acusa os médicos por negligência profissional.
  4. “estresse no trabalho teria levado jovem à morte” é um trecho satisfatório para a interpretação da reportagem apresentada.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa D é correta porque a reportagem apresenta, de forma direta, elementos que relacionam a morte de Anna à carga laboral: o pai cita "refluxo ácido, estresse no trabalho [e] pressão no trabalho", a mãe descreve longas horas e esgotamento, e há relato médico sobre sintomas associados à rotina. Esses trechos constituem evidência textual para inferir que o trabalho contribuiu para o óbito.

O uso de "teria levado" é adequado porque traduz uma inferência plausível sem afirmar causalidade absoluta — exatamente o que a reportagem permite: testemunhos e sinais médicos que apontam para o impacto do trabalho, mas sem um veredito definitivo. Assim, a frase resume corretamente a interpretação do texto.

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