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Questão FC384578

Leia o Texto 1 para responder à questão. Texto 1 Apenas três dos 5.570 municípios brasileiros têm mais pessoas morando em apartamentos do que em casas, de acordo com dados do Censo

Interpretação de Textos (Compreensão)

Instituto Verbena · 2024

Leia o Texto 1 para responder à questão.

 

Texto 1

Apenas três dos 5.570 municípios brasileiros têm mais pessoas morando em apartamentos do que em casas, de acordo com dados do Censo Demográfico 2022 divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Santos (SP), Balneário Camboriú (SC) e São Caetano do Sul (SP). São essas as três cidades que abrigam mais habitantes em apartamentos do que em casas. Apesar de 84,8% da população brasileira morar em casas, há uma crescente tendência de viver em prédios. Hoje, são 25,2 milhões de pessoas vivendo em apartamentos.

Em 2022, moradores de apartamentos eram 12,5% do total da população, um aumento em relação a 2010 (8,5%). Na comparação com o Censo 2000 (7,6%), a proporção quase dobrou.

O índice maior é o do Distrito Federal (28,7%). Já no Piauí, a situação é inversa: 95,6% residem em casas. A proporção de paulistanos que moram em apartamentos cresceu 26,6% em 12 anos. O número de habitantes em moradias verticais, na cidade de São Paulo, passou de 2,6 milhões para 3,3 milhões, na comparação com a pesquisa realizada em 2010. São 700 mil pessoas a mais.

Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/02/23/ibge-tipo-de-domicilio.htm>. Acesso em: 23 fev. 2024. [Adaptado].

 

Na progressão temática do texto, tem primazia o uso de

  1. fundamentação cultural do processo.
  2. concepção científica do tema.
  3. percepção subjetiva de moradores.
  4. apresentação de dados estatísticos.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A questão exige reconhecer o procedimento que organiza o desenvolvimento do tema; prevalece a apresentação de dados estatísticos como estratégia temática.

O texto articula informações por meio de dados numéricos e comparações: quantos municípios, percentuais da população, números absolutos de moradores e variações entre censos.

Esses elementos — nomes de municípios, anos (2000, 2010, 2022), percentuais e valores absolutos — funcionam como progressão: cada enunciado acrescenta uma nova estatística que amplia e especifica a ideia central.

O uso de números e comparações temporais confere objetividade e cria um encadeamento lógico, guiando o leitor do panorama geral para detalhes e tendências.

Por isso, a alternativa D é a que melhor descreve a primazia textual: a construção do sentido se dá pela sequência de informações estatísticas.

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