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Questão FC384599

Leia o texto 2 a seguir para responder à questão Texto 2 Furto de flor Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e col

Interpretação de Textos (Compreensão)

Instituto Verbena · 2024

Leia o texto 2 a seguir para responder à questão

 

Texto 2

Furto de flor

 

Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.

 

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

 

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

 

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

 

Já murcha e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: - Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 985. p.80.

 

O acontecimento que dá início à crônica é

  1. a flor sendo colocada em um copo de água.
  2. o furto da flor de um jardim alheio.
  3. o sonho de enganar um porteiro desatento.
  4. a distração do porteiro do edifício.
  5. a tristeza da flor ao ser tirada do jardim.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Distração do porteiro é o acontecimento inicial porque é essa condição que possibilita o furto narrado. A frase explícita — "O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor." — estabelece a causa imediata do gesto do eu‑narrador.

Na estrutura do texto, esse episódio funciona como incidente incitante: sem a inatenção do porteiro, o narrador não teria acesso fácil ao jardim e a sequência de ações (levar a flor, cuidar dela, devolvê‑la) não se desencadearia.

Portanto, ao identificar o início da crônica, devemos buscar o fato que provoca todo o encadeamento narrativo — neste caso, a distração do porteiro, que torna possível o furto e motiva os eventos subsequentes.

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