Questão FC387073
Leia o texto a seguir para responder a questão abaixo. Atenção à Síndrome Respiratória Aguda Grave Nas últimas semanas, parte do Brasil tem registrado aumento no número de casos de
Interpretação de Textos (Compreensão)
Instituto Consulplan · 2025
Leia o texto a seguir para responder a questão abaixo.
Atenção à Síndrome Respiratória Aguda Grave
Nas últimas semanas, parte do Brasil tem registrado aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), provocada por infecções diversas. A SRAG é uma condição clínica caracterizada por sintomas como febre alta, tosse intensa, dificuldade para respirar, calafrios e cansaço extremo. Pacientes acometidos pela síndrome podem evoluir rapidamente de forma desfavorável, levando à necessidade de internação hospitalar e, em casos mais graves, à ventilação mecânica e até mesmo ao óbito. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades correm maior risco.
A incidência dos casos de SRAG está vinculada a diversos fatores. É comum que, durante as estações do outono e do inverno, ocorra o aumento na circulação de vírus respiratórios, que se proliferam com mais facilidade em ambientes secos e com temperaturas mais baixas. É o caso dos vírus que têm sido mais relacionados à síndrome nas últimas notificações, sendo eles principalmente os causadores da Covid (Sars-Cov-2) e gripe (Influenza), além do rinovírus e do VSR (Vírus Sincicial Respiratório), responsáveis respectivamente pelos resfriados e bronquiolite. São velhos conhecidos da população, que continuam a circular e a causar contaminações, a maioria assintomática ou pouco sintomática.
O tratamento pode variar dependendo do agente causador, mas costuma envolver suporte respiratório, hidratação intravenosa e medicamentos antivirais. A recuperação depende do estado geral de saúde do paciente e da rapidez com que o problema é identificado e o tratamento é iniciado. Quem se lembra do triste período do auge da pandemia de Covid com certeza se recorda do quanto é complicado viver nessa situação, necessitando-se de aparelhos para conseguir respirar.
Há formas de reduzir de maneira drástica as chances de contaminação pelos vírus que circulam e, consequentemente, a incidência de SRAG. São métodos básicos de prevenção para praticamente todas as doenças respiratórias e suas complicações, que devemos lembrar e reforçar para garantir o combate eficiente aos vírus e formas graves de moléstias infecciosas causadas por eles. O principal de todos, como sempre, é manter atualizada a carteira de vacinação. A campanha de imunização contra a gripe é anual no Brasil e, ao final, costuma ser aberta a todos os públicos aptos a receber a dose protetora. Contra a Covid-19, a vacinação atualmente preconizada pelo Ministério da Saúde é bianual, e em breve passará a ser anual. Em fevereiro deste ano a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), vinculada ao Ministério da Saúde, recomendou a inclusão de uma vacina na rede pública para proteger gestantes e seus bebês contra o VRS, em terapia associada a um anticorpo monoclonal.
Além disso, cuidados básicos como lavar as mãos com água e sabão frequentemente e utilizar álcool em gel depois de manusear objetos continuam sendo medidas não farmacológicas importantes. Mas, caso sejam notados sintomas mais graves, como falta de ar ou febre persistente, é essencial buscar orientação médica especializada. Informações seguras e confiáveis sobre vacinas e prevenção contra formas graves de doenças respiratórias estão disponíveis nos canais oficiais dos órgãos sanitários e na imprensa. Mas muito cuidado com as fake news disseminadas em redes sociais e grupos de Whatsapp. Contra elas, “vacine-se” todos os dias.
(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/colunas. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
O título “Atenção à Síndrome Respiratória Aguda Grave” sugere que o texto abordará:
- O descobrimento de uma nova doença respiratória.
- O avanço de vacinas para a prevenção da “Síndrome Respiratória Aguda Grave”.
- Estudos recentes sobre doenças respiratórias, que, no ano de 2025, têm infectado grande parte da população.
- Informações sobre as causas de tal síndrome, bem como os cuidados necessários para se evitar a contaminação.
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Gabarito
D
Comentário do professor
O título indica foco em causas e em orientações para evitar a contaminação. Aponta que a matéria explicará agentes responsáveis pela síndrome e os procedimentos necessários para reduzir riscos.
O texto detalha os principais vírus associados (como Sars‑CoV‑2, Influenza, rinovírus e VSR), relaciona fatores de risco e a sazonalidade, e identifica grupos mais vulneráveis — informação essencial para compreender a origem da SRAG.
Também apresenta cuidados preventivos: atualização vacinal, medidas de higiene (lavar mãos, álcool em gel), e a busca por atendimento diante de sintomas graves. Aponta fontes oficiais e alerta contra desinformação.
Portanto, o título resume corretamente que o texto tratará das causas da síndrome e das medidas para preveni‑la.
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