Questão FC387106
Futuro da Inteligência Artificial e a necessidade da ética relacional para uma governança inclusiva Estamos vivendo a era da datificação, em que todos os aspectos da vida social sã
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Instituto Consulplan · 2025
Futuro da Inteligência Artificial e a necessidade da ética relacional para uma governança inclusiva
Estamos vivendo a era da datificação, em que todos os aspectos da vida social são transformados em dados. Esse processo, fundamental para o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), nos promete um futuro(b) onde decisões complexas podem ser automatizadas e otimizadas em uma escala sem precedentes. No entanto, isso frequentemente simplifica a complexidade da vida humana(d) em métricas e números, ignorando as relações e os contextos que tornam cada indivíduo único. Quando esses dados são usados em sistemas de IA, eles podem acabar reforçando as mesmas desigualdades e exclusões que pretendiam resolver.
Os dados que alimentam esses sistemas muitas vezes refletem contextos históricos de desigualdade.(c) Como Coté (2022) observa, ao moldar identidades e comportamentos humanos em padrões digitais, a datificação impõe limites às representações, limitando a diversidade de experiências humanas e, em muitos casos, perpetuando estereótipos. Isso pode resultar em decisões enviesadas, criando um ciclo de exclusão e discriminação. Esse desafio nos obriga a questionar(a) a suposta neutralidade dos algoritmos e a refletir sobre como essas decisões automatizadas moldam a sociedade, frequentemente favorecendo certos grupos em detrimento de outros.
Pensando em uma governança que seja realmente inclusiva, Browne (2023) propõe a criação de “AI Public Body” – uma entidade pública que permite a participação de cidadãos comuns, especialmente daqueles mais afetados pelas tecnologias de IA, nas decisões sobre o uso dessas tecnologias. Inspirado em modelos de democracia deliberativa, esse corpo incluiria a voz de comunidades diversas, trazendo uma nova perspectiva para as decisões que, até hoje, são dominadas por especialistas técnicos.
Esse modelo representa uma mudança significativa na forma como entendemos a governança, enfatizando que a IA não deve ser apenas uma questão de precisão técnica, mas também de justiça e representatividade. A inclusão dessas vozes no processo de governança cria um espaço onde os efeitos sociais das tecnologias podem ser mais bem compreendidos e endereçados, resultando em uma governança que reflete a diversidade da sociedade.
A justiça algorítmica muitas vezes é tratada como uma questão de otimização matemática, ajustando dados e métricas para minimizar desigualdades estatísticas. No entanto, como Van Nuenen (2022) aponta, a justiça social na IA deve ir além dos ajustes técnicos, considerando as complexas desigualdades estruturais que esses dados representam. Em vez de se limitar a resultados estatísticos, a justiça social exige uma compreensão mais profunda do impacto das decisões tecnológicas na vida das pessoas.
No caso de algoritmos usados em concessão de crédito ou reconhecimento facial, é essencial entender que esses sistemas não operam em um vácuo: eles são parte de uma sociedade com uma longa história de desigualdade. Para que a IA seja realmente justa, ela deve ser projetada com o compromisso de mitigar essas desigualdades, considerando as realidades vividas por comunidades marginalizadas e integrando suas vozes no desenvolvimento e na aplicação dessas tecnologias.
(Carine Roos. Em: 08/02/2025. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao. Fragmento.)
A reescrita do segmento destacado em que há adequação semântica e gramatical de acordo com o texto original está indicada em:
- “[...] nos obriga a questionar [...]”/ [...] a nós obriga à questionamentos [...]
- “[...] nos promete um futuro [...]”/ [...] trata-se da promeça de um futuro [...]
- “[...] refletem contextos históricos de desigualdade.”/ [...] situações que contextos de desigualdade são refletidos.
- “[...] isso frequentemente simplifica a complexidade da vida humana [...]”/ [...] isso, com frequência, tem simplificado a complexidade da vida humana [...]”
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa D é correta porque preserva a adequação semântica do trecho original: ambas expressam que a datificação tende a reduzir a complexidade das vidas humanas a medidas simplificadoras.
Do ponto de vista sintático, a mudança de “frequentemente” para “com frequência” é apenas uma relocação do advérbio; trata‑se de equivalência lexical e de colocação do advérbio que não altera o sentido.
Quanto ao tempo verbal, o original em presente simples indica hábito ou padrão; a forma composta “tem simplificado” reforça a ideia de processo contínuo com repercussão atual, mantendo a mesma perspectiva temporal pretendida pelo autor.
A inclusão de vírgulas em “isso, com frequência, tem simplificado” apenas marca a pausa explicativa e não compromete a correção gramatical nem o conteúdo.
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