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Questão FC387156

Você se considera uma pessoa empática? Estudo revela que existe uma idade onde se alcança o auge da empatia De acordo com a equipe de psicólogos do estudo, isso sugere que as respo

Questões sem classificação de assunto (Língua Portuguesa (Português))

Instituto Consulplan · 2025

Você se considera uma pessoa empática? Estudo revela que existe uma idade onde se alcança o auge da empatia

 

De acordo com a equipe de psicólogos do estudo, isso sugere que as respostas empáticas são desenvolvidas ao longo da vida

 

Pessoas no início da vida adulta apresentam maior capacidade de empatia, isto é, de se colocarem no lugar do outro, como mostram evidências de um novo estudo publicado na revista científica Social Cognitive and Affective Neuroscience.

 

Os psicólogos que estudaram o tema descobriram que os jovens adultos são especialmente sensíveis à chamada dor social, que envolve situações de constrangimento, sofrimento e tristeza. Esta faixa etária (dos 20 até os 40 anos) tem a tendência de sentir mais empatia por outras pessoas que vivenciam a dor social do que os adolescentes (10 a 19 anos) ou adultos mais velhos (mais de 60 anos).

 

“Este estudo fornece insights valiosos sobre a natureza complexa das respostas empáticas a outros com dor que atingem o pico na fase adulta jovem, como visto em suas avaliações comportamentais da intensidade da dor sentida por outros”, afirma Heather Ferguson, pesquisadora principal do artigo e professora de psicologia em Kent.

 

De acordo com a pesquisa, isso sugere que as respostas empáticas são desenvolvidas ao longo da vida, conforme a experiência social e a exposição a diferentes situações sociais e relacionadas à dor aumentam.

 

Por outro lado, os dados mostraram que depois dos 60, as pessoas tendem a não sentir uma empatia tão forte ao observar a dor de outras pessoas.

 

“No entanto, o cérebro se torna cada vez mais reativo a ver outros com dor à medida que envelhecemos, o que sugere que adultos mais velhos sentiram empatia no momento em que viram as fotografias de dor – mas foram menos precisos posteriormente ao avaliar a intensidade dessa dor”, conclui.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia. Acesso em: abril de 2025. Adaptado.)

 

Considerando as informações expressas nos dois últimos parágrafos, pode-se afirmar que:

  1. Há informações contraditórias.
  2. Há incoerência quanto aos fatos apresentados.
  3. O uso de expressões adversativas contribui para a produção do sentido desejado.
  4. A expressão “mas foram menos precisos” confirma a falta de empatia de um determinado segmento.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Nos dois últimos parágrafos, as orações iniciadas por “Por outro lado” e “No entanto” estabelecem uma relação de contraste com a informação precedente: embora haja redução da empatia mensurada depois dos 60 anos, o cérebro mostra reatividade imediata ao ver a dor.

Essas expressões adversativas cumprem função conjuntiva de marcar oposição e qualificação, indicando que uma afirmação não anula totalmente a outra, mas as coloca em tensão para produzir sentido mais complexo.

Assim, o uso de “por outro lado” e “no entanto” contribui diretamente para a construção do significado desejado: apresenta uma ressalva que aproxima o leitor de uma interpretação mais nuançada dos resultados do estudo.

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