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Questão FC391799

A Lei nº 8.429/1992, que trata da improbidade administrativa, passou por alterações com a promulgação da Lei nº 14.230/2021, destacando-se, entre elas,

Improbidade Administrativa

Instituto Verbena · 2023

A Lei nº 8.429/1992, que trata da improbidade administrativa, passou por alterações com a promulgação da Lei nº 14.230/2021, destacando-se, entre elas,

  1. a fixação do foro por prerrogativa de função às autoridades dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
  2. a dispensa da voluntariedade do agente para a caracterização do dolo nas condutas tipificadas na Lei.
  3. a redução do prazo de prescrição para a aplicação das sanções de 8 (oito) para 5 (cinco) anos, contados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência.
  4. a vedação do ajuizamento da ação de improbidade administrativa para o controle da legalidade de políticas públicas e para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, e de outros interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos.
  5. a possibilidade jurídica de condenação solidária à reparação dos danos causados por agentes públicos e particulares direta ou indiretamente beneficiados por atos de improbidade que ensejam enriquecimento ilícito, causam prejuízos ao erário e violam os princípios da administração pública.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A Lei nº 14.230/2021 incluiu o art. 17‑D na LIA, afirmando que a ação de improbidade administrativa é repressiva, de caráter sancionatório, e não constitui ação civil. Por isso foi expressamente vedado seu ajuizamento para o controle de legalidade de políticas públicas e para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos.

Na prática, isso significa que a ação de improbidade tem por objeto a aplicação de sanções pessoais ao agente público, não servindo como instrumento substitutivo para corrigir políticas administrativas ou obter tutela coletiva/compensatória.

Para questionar políticas públicas ou buscar reparação coletiva continuam adequados meios como a Ação Civil Pública, o Mandado de Segurança e outros mecanismos de proteção dos direitos difusos, preservando-se, assim, a especialização e o caráter punitivo da LIA.

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