Questão FC406863
Considere uma rede MPLS que utiliza LDP (Label Distribution Protocol) para a distribuição de rótulos e engenharia de tráfego para otimizar o fluxo de dados entre diversos pontos de
Transmissão de Dados e Voz pela Rede
FGV · 2024
Considere uma rede MPLS que utiliza LDP (Label Distribution Protocol) para a distribuição de rótulos e engenharia de tráfego para otimizar o fluxo de dados entre diversos pontos de extremidade.
Essa rede é projetada para suportar aplicações críticas que exigem QoS (Quality of Service) diferenciada, incluindo VoIP (Voice over IP) e streaming de vídeo.
Com base nesta configuração, assinale a opção que descreve corretamente a aplicação de políticas de engenharia de tráfego e a seleção de caminhos em um ambiente MPLS, considerando os objetivos de desempenho e a eficiência da rede.
- A engenharia de tráfego em MPLS não afeta a QoS, já que o LDP foca apenas na distribuição de rótulos, ignorando a latência ou perda de pacotes.
- MPLS utiliza engenharia de tráfego para priorizar aplicações como VoIP, usando LSPs para assegurar QoS e otimizar a largura de banda.
- O LDP em MPLS automaticamente escolhe caminhos de menor latência para todas as aplicações, eliminando a necessidade de engenharia de tráfego extra.
- A seleção de caminhos por LDP em MPLS é aleatória, com engenharia de tráfego aplicada apenas para pequenos ajustes, sem grande impacto na QoS.
- Engenharia de tráfego em MPLS cria LSPs com QoS única, direcionando todo o tráfego pelo mesmo caminho, independentemente de sua sensibilidade à latência ou perda de pacotes, otimizando apenas a largura de banda.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O MPLS permite aplicar engenharia de tráfego ao criar LSPs (Label Switched Paths) que direcionam fluxos com base em restrições de desempenho. Embora o LDP distribua rótulos, políticas de TE estabelecem caminhos explícitos—por exemplo via RSVP-TE—para garantir que fluxos sensíveis sejam encaminhados por enlaces com capacidade e latência adequadas.
Na prática, tráfego como VoIP é classificado e mapeado para LSPs com reserva ou prioridade de recursos: reserva de largura de banda, filas com prioridade, marcação EXP/DSCP e controle de admissão. Isso reduz jitter e latência, atendendo requisitos de QoS.
O uso de LSPs também melhora a eficiência da rede ao otimizar utilização de banda, permitir reroute rápido (Fast Reroute) e aplicar políticas por classe de serviço (p.ex. DiffServ-aware TE), conciliando desempenho e robustez.
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