Questão FC406998
O Departamento de Segurança da Informação implementou um sistema de segurança no Ministério Público da União (MPU) para detectar intrusão e vírus em sua rede local. Eles efetuaram
Criptografia (TI - Segurança da Informação)
FGV · 2025
O Departamento de Segurança da Informação implementou um sistema de segurança no Ministério Público da União (MPU) para detectar intrusão e vírus em sua rede local. Eles efetuaram o cálculo da função de hash dos arquivos existentes e guardaram-no de forma segura. Caso houvesse dúvida quanto a algum arquivo malicioso, seu hash seria calculado e comparado com o hash arquivado anteriormente.
A garantia da integridade dos dados para a aplicação de detecção de intrusão e vírus deverá ser conseguida, no mínimo, pela propriedade de resistência:
- à segunda pré-imagem somente;
- à primeira pré-imagem somente;
- a nenhuma pré-imagem nem colisões;
- às primeira e segunda pré-imagens além de colisões;
- a colisões somente.
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Gabarito
A
Comentário do professor
No caso descrito o sistema armazena o hash original de cada arquivo e, depois, compara o hash de um arquivo suspeito com o valor guardado. Para que essa comparação garanta integridade, é preciso impedir que exista outra mensagem diferente que produza o mesmo valor de hash.
A propriedade que atende exatamente a essa necessidade é a resistência à segunda pré-imagem: dado um arquivo \(x\) e seu hash \(H(x)\), é computacionalmente inviável encontrar \(y \neq x\) tal que \(H(y)=H(x)\). Assim, um invasor não consegue criar um arquivo malicioso que gere o mesmo hash de um arquivo legítimo.
Portanto, para o propósito de detecção por comparação de hashes, a resistência à segunda pré-imagem é o requisito mínimo necessário.
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