FC ConcursosFC Concursos

Questão FC408656

Leia o texto para responder a questão. Houve um tempo em que o jornalismo investigativo vivia de entrevistas confidenciais que pessoas bem informadas sobre algum assunto de interes

Semântica

VUNESP

Leia o texto para responder a questão.

 

Houve um tempo em que o jornalismo investigativo vivia de entrevistas confidenciais que pessoas bem informadas sobre algum assunto de interesse davam a repórteres em que confiavam, em troca de não terem sua identidade revelada.

 

Eram tempos em que uma caneta, um bloquinho e uma agenda de telefones privilegiada constituíam todo o básico de investigação de qualquer jornalista. Um profissional sério desprezava até os gravadores de fita cassete, que, em geral, intimidavam os entrevistados. A palavra gravada precisava ser cuidadosamente medida e calculada. Em  off, a conversa corria mais solta. Assim nasciam os grandes furos.

 

Por óbvio, naquele tempo já havia pequenos aparelhos desenvolvidos pelas agências de espionagem internacionais que permitiam instalar dispositivos de gravação e filmagem disfarçados de abajures, canetas, óculos e até botões de roupa. Nada disso, porém, era de fácil acesso às pessoas comuns – o que só mudaria com o advento dos  smartphones, a partir do final da década de 1990.

 

A cumplicidade entre internet e dispositivos móveis de captação de som, imagem e informação, com a possibilidade de retransmissão instantânea do material captado, alterou de vez a relação entre o homem moderno e seu ambiente social. Começava, nesse momento, a grande derrocada da privacidade como a conhecemos um dia.

 

A primeira rede social via internet nos moldes atuais, a Classmates, surgiu em 1995, nos Estados Unidos e Canadá. Era voltada para a troca de informações entre estudantes universitários. Desde então, as redes se multiplicaram e acabaram por se transformar nos principais polos de disseminação de informação do planeta. A maior rede disponível hoje, o Facebook, foi criada em 2004 por estudantes de Harvard e reúne mais de 2,2 bilhões de usuários, entre pessoas reais, perfis falsos e robôs.

 

Por meio das redes, a indústria e o comércio sabem o que mais consumimos, presidentes são eleitos e derrubados, e os pecados que gostaríamos de ver escondidos são tornados públicos.

 

O onipresente olho nos acompanha a cada passo que damos, reconhecendo-nos quando circulamos, pretensamente anônimos, em meio às multidões dos blocos carnavalescos.

 

(Luiza Pastor. Redes sociais destruíram ideia de privacidade, diz pesquisadora. www1.folha.uol.com.br, 28.06.2019. Adaptado)

 

 

No último parágrafo, o vocábulo pretensamente, no contexto em que se encontra, dá ideia de algo

  1. confirmado por evidências empíricas.
  2. irreal, mas presente no imaginário das pessoas.
  3. suposto, mas não necessariamente real.
  4. relativizado pelas condições em que cada indivíduo se encontra.
  5. desejado, mas impossível de ser alcançado.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

Certo

Comentário do professor

Pretensamente é um advérbio que indica aparência ou suposição: algo que se apresenta como verdadeiro, mas cuja veracidade não está garantida.

No contexto — “reconhecendo‑nos quando circulamos, pretensamente anônimos” — o termo qualifica o substantivo anônimos, sugerindo que as pessoas se acham ou se mostram anônimas, porém isso é apenas suposto, sem certeza de ser real.

Assim, a palavra traz a ideia de um estado aparente ou declarado, não de comprovação: é o que se espera ou se presume, mas não necessariamente corresponde à realidade.

Resumo: suposto, mas não necessariamente real — expressão de aparência/pressuposição, não de certeza factual.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo