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Questão FC408710

Leia o texto para responder à questão. Black Friday? Levantamento feito pela Folha* mostrou que boa parte dos “descontos” oferecidos nesta sexta-feira não passa de manipulações até

Semântica

VUNESP

Leia o texto para responder à questão.

 

Black Friday? Levantamento feito pela Folha* mostrou que boa parte dos “descontos” oferecidos nesta sexta-feira não passa de manipulações até meio infantis de preços, com o objetivo de iludir o consumidor.

 

Antes, porém, de imprecar contra a ganância dos capitalistas, convém perguntar se os consumidores não desejam ser enganados. E há motivos para acreditar que pelo menos uma parte deles queira.

 

No recém-lançado Dollars and Sense (dinheiro e juízo), Dan Ariely e Jeff Kreisler relatam um experimento natural que mostra que pessoas podem optar por ser “ludibriadas” voluntariamente e que, em algum recôndito do cérebro, isso faz sentido.

 

A JCPenney é uma centenária loja de departamentos dos EUA que se celebrizou por jogar seus preços na lua para depois oferecer descontos “irresistíveis”. Ao fim e ao cabo, os preços efetivamente praticados estavam em linha com os da concorrência, mas os truques utilizados proporcionavam aos consumidores a sensação, ainda que ilusória, de ter feito um bom negócio, o que lhes dava prazer.

 

Em 2012, o então novo diretor executivo da empresa Ron Johnson, numa tentativa de modernização, resolveu acabar com a ginástica de remarcações e descontos e adotar uma política de preços “justa e transparente”.

 

Os clientes odiaram. Em um ano, a companhia perdera US$ 985 milhões e Johnson ficou sem emprego. Logo em seguida, a JCPenney remarcou os preços de vários de seus itens em até 60% para voltar a praticar os descontos irresistíveis. Como escrevem Ariely e Kreisler, “os clientes da JCPenney votaram com suas carteiras e escolheram ser manipulados”.

 

Num mundo em que o cliente sempre tem razão, não é tão espantoso que empresas se dediquem a vender-lhe as fantasias que deseja usar, mesmo que possam ser desmascaradas com um clique de computador.

* Jornal Folha de São Paulo

 

(‘Caveat emptor’. Hélio Schwartsman. http://www1.folha.uol.com.br/ colunas/helioschwartsman/2017/11/1937658-caveat-emptor.shtml 24.11.2017. Adaptado)

 

Assinale a alternativa em que a palavra entre parênteses substitui, sem prejuízo de sentido ao texto, o termo em destaque no trecho.

  1. Antes, porém, de imprecar contra a ganância dos capitalistas... (abdicar)
  2. ... um experimento natural que mostra que pessoas podem optar por ser “ludibriadas”... (eleitas)
  3. ... em algum recôndito do cérebro, isso faz sentido. (bloqueio)
  4. A JCPenney é uma centenária loja de departamentos dos EUA que se celebrizou... (notabilizou)
  5. ... os preços efetivamente praticados estavam em linha com os da concorrência... (alterados)
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa D é correta porque a palavra notabilizou substitui, sem prejuízo de sentido, o termo celebrizou.

Celebrizou significa tornar‑se conhecido, célebre ou digno de nota; o mesmo núcleo semântico está em notabilizou, que indica tornar‑se notável ou destacado.

No contexto — "A JCPenney é uma centenária loja ... que se celebrizou..." — a troca por notabilizou preserva a ideia de fama adquirida por práticas específicas, mantendo o registro formal do texto.

Portanto, a substituição é adequada e não altera a coerência ou a intenção informativa da oração.

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