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Questão FC408714

Leia o texto para responder à questão. Psiquiatras em pé de guerra Os psiquiatras americanos estão em pé de guerra, e o motivo é Donald Trump, mais especificamente seu estado menta

Semântica

VUNESP

Leia o texto para responder à questão.

 

Psiquiatras em pé de guerra

 

Os psiquiatras americanos estão em pé de guerra, e o motivo é Donald Trump, mais especificamente seu estado mental.

 

Já durante a campanha eleitoral, alguns profissionais de saúde mental diziam que Trump não batia bem. Depois da posse e dos primeiros “tweets”* presidenciais, essas vozes se multiplicaram e culminaram, em outubro, na publicação de The Dangerous Case of Donald Trump (O perigoso caso de Donald Trump), volume organizado pela psiquiatra Bandy Lee, no qual profissionais de saúde, advogados e jornalistas tentam mostrar que o presidente não estaria apto a exercer suas funções. Os textos trazem considerações interessantes e muita informação, mas não dá para ignorar que a obra é acima de tudo política.

 

O problema é que a Associação Psiquiátrica Americana (APA) tem, desde 73, uma diretriz, conhecida como regra Goldwater, que autoriza profissionais a dividir com o público seu conhecimento técnico, mas considera antiético que deem opinião sobre pessoas que não tenham examinado. A regra foi reforçada em 2017. A ideia é evitar diagnósticos pela TV, bem como tornar mais robusta a separação entre psiquiatria e política.

 

Os autores da obra sobre Trump estão cientes da norma. Ela é objeto de longo debate na parte dois do livro. O que alegam é que, por vezes, a obrigação do médico de alertar a comunidade para riscos que ela corre prevalece sobre a privacidade. Se o médico desconfia de que seu paciente psicótico planeja assassinar alguém, precisa alertar a vítima potencial, mesmo que isso implique violação do sigilo profissional.

 

A discussão é boa, e ambos os lados têm argumentos. Penso que, em teoria, a necessidade de se fazer um alerta sobre a saúde mental de pacientes sobrepuja a regra Goldwater. Mas seria preciso encontrar um modo de reduzir um pouco as investidas políticas dos psiquiatras. Se deixarmos que a prática médica e a política se misturem, é quase certo que a medicina sairá perdendo.

 

* tweet: mensagem enviada pela rede social Twitter.

 

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 21.01.2018. Adaptado)

 

Considere o seguinte trecho do texto, para responder à questão.

 

•  A regra foi reforçada em 2017. A ideia é evitar diagnósticos pela TV, bem como tornar mais robusta a separação entre psiquiatria e política.

 

O termo robusta, em destaque no trecho, pode ser corretamente substituído, sem prejuízo de sentido ao texto, por:

  1. intermediária.
  2. intermitente.
  3. sólida.
  4. presumível.
  5. aplicável.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A palavra robusta, no contexto “tornar mais robusta a separação entre psiquiatria e política”, indica a ideia de torná‑la mais forte, resistente e consistente. Trata‑se de qualificar a separação como algo com maior solidez institucional e conceitual.

O adjetivo sólida compartilha esse núcleo semântico: remete a algo firme, estável e difícil de abalar. Substituí‑lo por sólida preserva integralmente a intenção do autor de reforçar a barreira entre prática médica e atuação política.

Reescrevendo a oração com o sinônimo: “A ideia é evitar diagnósticos pela TV, bem como tornar mais sólida a separação entre psiquiatria e política.” A frase mantém o mesmo sentido e a mesma força argumentativa.

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