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Questão FC408773

Leia o texto, para responder a questão. Empatia: a arte de se colocar no lugar do outro Certamente a empatia não é uma habilidade fácil de se colocar em prática. Além de as relaçõe

Semântica

VUNESP

Leia o texto, para responder a questão.

 

Empatia: a arte de se colocar no lugar do outro

 

Certamente a empatia não é uma habilidade fácil de se colocar em prática. Além de as relações humanas serem complexas, há o fato de o individualismo ser uma característica cada vez mais recorrente, em razão da escassez de tempo das pessoas para se preocupar com o próximo. A empatia, caso você não saiba, é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de entendê-lo, de tentar compreender o que se passa em sua mente não a partir da nossa perspectiva, mas tentando pensar como ele, com as suas crenças e valores, e imaginando se teríamos a mesma atitude se estivéssemos na situação dele.

 

De qualquer forma, com uma coisa todo mundo concorda: a empatia é um antídoto poderoso para esses tempos de individualismo e uma ferramenta eficaz para uma vida melhor.

 

“Ver o mundo conectado no olhar do outro facilita a comunicação, cria laços, fortalece, promove a solidariedade e permite aprender com a experiência do outro”, diz a psicoterapeuta Socorro Leite. Se você deseja se relacionar saudavelmente, precisa aceitar e compreender os sentimentos e emoções das outras pessoas. “Essa conduta nos leva a agir com mais respeito, lealdade, transparência e generosidade. Afinal, todos queremos um mundo mais pacífico, justo, colaborativo e sustentável”, ressalta.

 

Mas por que algumas pessoas têm a capacidade de se colocar no lugar dos outros enquanto outras não? A falta de empatia pode ser ocasionada pela falta de carinho e atenção ao longo da vida.

 

Segundo pesquisa de uma universidade norte-americana, o brasileiro não está entre os povos mais empáticos do mundo. O Brasil ficou em 51º lugar na lista entre os 63 países pesquisados. A boa notícia é que a empatia pode ser aprendida. Graças à maleabilidade dos circuitos neurais do nosso cérebro, a chamada neuroplasticidade, a tendência de empatia e compaixão do cérebro nunca é fixa; ou seja, é possível reprogramá-lo para que seja mais compreensivo em pequenas escolhas do dia a dia.

 

(Gisele Bortoleto, Revista Be Bem-estar, 20-05-2018. Adaptado)

 

A relação de sentido de antonímia que há entre as palavras escassez e fartura está presente também entre

  1. maleabilidade e tolerância.
  2. compreensivo e evasivo.
  3. recorrente e consequente.
  4. generosidade e prodigalidade.
  5. eficaz e inócuo.
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Comentário do professor

Eficaz refere-se a algo que produz o resultado esperado, que cumpre sua função com sucesso — ação que gera efeito útil e pretendido.

Inócuo tem, em sentido primário, a ideia de "inofensivo", mas é frequentemente usado para qualificar aquilo que não provoca efeito, que é ineficaz ou inútil no contexto em que se aplica.

Portanto, a relação entre eficaz e inócuo é de antonímia: um termo indica produção de efeito desejado; o outro, ausência de efeito relevante. Apesar da nuance semântica de "inócuo" (inofensivo → sem efeito), o uso corrente admite seu contraste direto com "eficaz", tornando a alternativa correta.

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