Questão FC408796
Leia o texto “Sem meio-termo”, para responder à questão. “Rei Arthur – A lenda da espada” é daqueles filmes sem meio-termo. Ou gosta, ou não gosta. E há argumentos convincentes par
Semântica
Leia o texto “Sem meio-termo”, para responder à questão.
“Rei Arthur – A lenda da espada” é daqueles filmes sem meio-termo. Ou gosta, ou não gosta. E há argumentos convincentes para qualquer lado da balança de opiniões.
O diretor que assina essa espécie de versão pós-moderna do mítico personagem, Guy Ritchie, não mediu esforços para impressionar a plateia.
Tudo na tela é hipérbole. A potente trilha sonora e a avalanche de efeitos especiais permeiam uma narrativa costurada num ritmo alucinante.
A edição, marcada por idas e vindas e cortes rápidos, nos deixa sem respirar. Uma experiência vertiginosa, que hiperestimula os sentidos nos 126 minutos de projeção. Delírio para uns, martírio para outros.
O cartão de visitas do longa traz uma batalha épica com direito a elefantes gigantescos, na linha de “Senhor dos Anéis” ou de algum episódio de “Game of Thrones”.
Daí em diante, o roteiro segue religiosamente a fórmula da jornada do herói: de “zé-ninguém”, Arthur se transforma no lendário rei ao arrancar a espada Excalibur de uma pedra e superar incontáveis obstáculos.
(Marina Galeano. Guia Folha, 19 a 25 de maio de 2017. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão entre parênteses substitui a expressão destacada no trecho do texto, mantendo a ênfase pretendida pela autora.
- … não mediu esforços para impressionar a plateia. (trabalhou regularmente)
- A potente trilha sonora e a avalanche de efeitos especiais… (quantidade razoável)
- … uma narrativa costurada num ritmo alucinante. (constante)
- A edição, marcada por idas e vindas e cortes rápidos, nos deixa sem respirar. (satisfaz minimamente o público)
- Delírio para uns, martírio para outros. (penitência)
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Na frase Delírio para uns, martírio para outros., a escolha de martírio indica uma ideia de grande sofrimento ou aflição, em oposição ao prazer sugerido por “delírio”.
Substituir por penitência mantém essa ênfase: penitência remete a provação, castigo ou sofrimento intenso, conservando o valor semântico de sofrimento extremo expresso por martírio.
Além disso, ambas as palavras carregam uma carga figurada apropriada ao contexto crítico do texto: não se trata de dor literal apenas, mas de uma experiência dura e incômoda para parte do público.
Portanto, penitência preserva o contraste pretendido entre prazer e tormento e mantém a força expressiva desejada pela autora.
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