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Questão FC408813

Leia o texto para responder à questão a seguir. O futuro da universidade Marcelo Knobel, reitor da Unicamp, disse em entrevista que o teto salarial paulista, hoje em R$ 21 mil, é u

Semântica

VUNESP

Leia o texto para responder à questão a seguir.

 

O futuro da universidade

 

Marcelo Knobel, reitor da Unicamp, disse em entrevista que o teto salarial paulista, hoje em R$ 21 mil, é uma ameaça à excelência das universidades públicas do Estado de São Paulo. Com esse valor para o topo da carreira, fica difícil atrair os melhores talentos. Concordo, mas acrescento que a lista de constrangimentos não para aí.

    A isonomia salarial, tão celebrada pelos sindicatos, produz um efeito muito semelhante. Mesmo que não houvesse teto, a regra segundo a qual não pode haver diferenças salariais entre professores com a mesma titulação e tempo de carreira impediria as universidades públicas de contratar prêmios Nobel ou quaisquer outros pesquisadores de gabarito internacional. Para escancarar o absurdo da coisa, tente imaginar um clube como o Barcelona ou o PSG tendo de lidar com uma norma que manda pagar o mesmo para a estrela do time e o terceiro goleiro reserva.

   Teto e isonomia são apenas dois exemplos de uma série de empecilhos institucionais que, receio, acabarão condenando as universidades públicas à mediocridade. Para tornar o quadro mais dramático, vale lembrar que hoje, ao contrário de décadas passadas, elas já não reinam absolutas.

   Em áreas como medicina, direito, economia e engenharias, que têm forte inserção no mercado, já surgiram instituições privadas que oferecem cursos de qualidade comparável ou até superior aos da Unicamp, USP etc. Elas ainda ficam bastante atrás em pesquisa e é improvável que se interessem por criar cursos quase que fadados a ser deficitários como sânscrito ou astronomia, que são, entretanto, o que assegura o caráter de universalidade que faz parte até da raiz da palavra “universidade”.

   De todo modo, se as universidades públicas querem manter a relevância, precisam pensar em reformas mais profundas do que apenas criar cotas ou estancar o deficit orçamentário.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, http://www1.folha.uol.com.br/ colunas/helioschwartsman/2017/08/1913821-o-futuro-da-universidade.shtml. 29.08.2017. Adaptado)

Considere os seguintes trechos do texto: 

•  ... a regra segundo a qual não pode haver diferenças salariais entre professores (...) impediria as universidades públicas de contratar...

•  ... uma série de empecilhos institucionais que, receio, acabarão condenando as universidades públicas à mediocridade.

 

Os termos em destaque nos trechos têm sentido contrário, respectivamente, de

  1. indicaria; originalidade.
  2. admitiria; inexpressividade.
  3. propiciaria; grandiosidade.
  4. direcionaria; expressividade.
  5. renovaria; regularidade.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

No primeiro trecho, o verbo impediria expressa ideia de obstruir, dificultar ou tornar impossível uma ação. Seu antônimo é propiciaria, que significa tornar viável, favorecer ou criar condições para que algo ocorra.

Assim, substituir impediria por propiciaria inverte o sentido: em vez de bloquear contratações, a regra passaria a facilitar a vinda de pesquisadores.

No segundo trecho, mediocridade refere-se à insuficiência de qualidade, à falta de mérito ou grandeza. O termo de sentido oposto é grandiosidade, que remete à superioridade, excelência e envergadura.

Portanto, a alternativa correta reúne os antônimos apropriados: propiciaria; grandiosidade, invertendo coerentemente os sentidos originais no contexto do texto.

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