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Questão FC408817

Em texto que permanecia inédito em livro, publicado em 1957 no “Diário de Notícias”, Rubem Braga conta que, em cartas, o autor modernista se referia a ele como “asa negra da minha

Semântica

VUNESP

Leia o texto para responder à questão.

 

Rubem Braga e Mário de Andrade, dois bicudos que não se davam

 

Qual a razão da desavença entre Rubem Braga e Mário de Andrade, dois dos mais influentes escritores brasileiros do século 20? Era sabido que os bicudos jamais se beijaram, e a leitura de “Os Moços Cantam & Outras Crônicas Sobre Música” – um dos três títulos de uma caixa recém-lançada – põe mais lenha na fogueira da vaidade literária.

 

Em texto que permanecia inédito em livro, publicado em 1957 no “Diário de Notícias”, Rubem Braga conta que, em cartas, o autor modernista se referia a ele como “asa negra da minha vida”. Macabro, não?

 

O cronista desconfia que a hostilidade começou durante a Revolução de 1932. Com 19 anos, Braga cobriu a revolta armada contra Getúlio Vargas, chegando a ser preso como espião. O paulista não teria gostado do tom irônico das reportagens. Um ano depois, os dois se encontraram na redação do jornal “Diário de São Paulo”. Braga, que ocupava a mesa ao lado daquela em que Mário vinha à noite escrever sua crítica de música, tentou uma aproximação – mas não foi bem recebido.

 

Já tendo se transformado no velho Braga, com as vastas sobrancelhas e o bigode em forma de trapézio que lhe conferiam um ar ainda mais carrancudo, o “Sabiá da Crônica” não poupou bicadas: “Em assuntos de amizade, tenho horror dessa história de ‘trocar de bem’ e ‘trocar de mal’, e o maior tédio a confissões, acertos de conta, explicações sentimentais com homens”.

 

O fato é que Rubem Braga foi, entre os jovens intelectuais dos anos 1930, o único que não recebeu uma carta do guru Mário de Andrade. Se tivessem trocado um bilhetinho que seja, poderiam ter sido amigos. Ao menos, por correspondência.

 

(Álvaro Costa e Silva. Folha de S.Paulo, 11.10.2016. Adaptado)

 

Na frase que abre o texto, o vocábulo influentes está corretamente substituído pelo sinônimo:

  1. pretensiosos.
  2. extravagantes.
  3. prestigiosos.
  4. austeros.
  5. renitentes.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Na frase "dois dos mais influentes escritores", o termo destacado é um adjetivo que qualifica o substantivo "escritores", indicando que esses autores exercem peso e autoridade no meio literário.

A alternativa prestigiosos repõe o mesmo valor semântico: transmite a ideia de reconhecimento, respeito e posição de destaque social e cultural, características compatíveis com "influentes".

Gramaticalmente, há concordância de gênero e número: ambos são adjetivos no plural masculino, portanto a substituição preserva a estrutura sintática da frase.

Do ponto de vista de uso, "dos mais prestigiosos" mantém a intensidade expressa por "dos mais influentes", preservando o sentido global do trecho e a ênfase na importância desses escritores.

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